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-2,12%

SP500

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DJIA

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NASDAQ

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IFIX

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BRENT

US$ 85,36

-1,20%

IO62

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TRAD3

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AMER3

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Atualizado há 12 meses

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São Paulo, 29 de outubro – Uma disparada nas despesas financeiras, impulsionada pelos prêmios pagos na recompra de títulos de dívida, levaram a Petrobras a reportar prejuízo líquido de R$1,5 bilhão no terceiro trimestre, apesar de registrar maiores volumes de vendas de petróleo e derivados, a preços maiores. O consenso TC esperava lucro de R$5,15 bilhões.

No entanto, o lucro recorrente, que isola itens não regulares do cálculo do resultado, atingiu R$3,17 bilhões, queda de 68% na base anual. O EBITDA ajustado, por sua vez, atingiu R$33,4 bilhões no período, refletindo o aumento dos preços do Brent e do volume de vendas, parcialmente compensado por menores crack spreads nos derivados de petróleo, principalmente diesel, óleo combustível e gasolina, em função do elevado nível de estoques globais. 

Geração de caixa da Petrobras (PETR4) dispara, dando fôlego extra para redução da dívida

O caixa gerado pelas atividades operacionais da Petrobras disparou no terceiro trimestre nas bases anual e sequencial, refletindo as melhoras do lucro operacional e do capital de giro, o uso de créditos tributários e o aumento das vendas de derivados de petróleo, que têm prazo de pagamento menor do que as exportações. 

O fluxo de caixa operacional da estatal atingiu R$46,1 bilhões no período julho-setembro, alta de 42% na base anual e de 57% na base trimestral, de acordo com dados apresentados no balanço trimestral da Petrobras.

A geração de caixa da Petrobras tem se tornado um termômetro de execução da estratégia implementada pelo presidente executivo da empresa, Roberto Castello Branco, para focar principalmente em exploração e produção de petróleo em águas profundas e reduzir um endividamento que já chegou a ser o maior do mundo entre as grandes petroleiras. 

Dívida bruta da Petrobras (PETR4) cai quase 12%

A acumulação de caixa, juntamente com os desinvestimentos de R$3,2 bilhões no período, foi utilizada para pagar antecipadamente parte da dívida da estatal e amortizar vencimentos de empréstimos e outras obrigações no montante de R$71,7 bilhões. Como resultado, a dívida bruta caiu quase 12% para US$79,6 bilhões na base anual.

O fluxo de caixa livre da Petrobras atingiu R$40,1 bilhões entre julho e setembro, 56% acima do valor de uma ano atrás. No período mais longo, de 21 meses, a estatal conseguiu reduzir seu estoque de dívida em US$31,3 bilhões, mitigando assim o risco do balanço. Castello Branco e sua equipe devem explicar mais profundamente a situação do caixa da empresa na teleconferência de resultados marcada para amanhã. 

Texto: Leandro Tavares

Edição: Guillermo Parra-Bernal e Ana Carolina Amaral

Arte: TC Mover

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