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iolanda

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 14 de dezembro – O avanço da vacinação no Brasil trouxe alívio para as seguradoras brasileiras neste segundo semestre e as empresas projetam finalizar 2021 com crescimento na casa dos dois dígitos na arrecadação e redução cada vez acentuada na taxa de sinistralidade.

Em doze meses até outubro, a arrecadação do setor, que inclui vendas e captações de recursos, subiu 12,6%, ante igual fase imediatamente anterior, para R$303,4 bilhões. Os dados compilados pela Confederação Nacional das Seguradoras, CNSeg, não incluem saúde de DPVAT.

Marcio Coriolano, presidente da entidade, espera que as seguradoras fechem o ano com crescimento nesse mesmo patamar de dois dígitos, mas em percentual um pouco mais baixo, de 11%. No pior cenário, entretanto, ele prevê 8% de expansão e enfatiza que é bem maior do que o previsto para o Produto Interno Bruto, PIB, do país, de 3,9%. “Historicamente, o setor sempre cresce acima do PIB”, disse.

Os segmentos que mais influenciaram foram o de cobertura de pessoas e planos de acumulação, com alta de 14%; danos e responsabilidade, mais 13,3%; cobertura de pessoas com planos de riscos, avanço de 12,9%; saúde suplementar, crescimento de 7,1%; e capitalização, com alta de 3,5%.

Otimismo

Em evento para a imprensa nesta tarde, os executivos das demais associações do setor também se mostraram otimistas. Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais, FenSeg, destacou avanços importantes, como o de seguro rural, que saltou 45% até outubro; o residencial, mais 25%; o de automóveis, alta de 7%; e o de responsabilidade, com expressivo aumento de 165%, puxado, especialmente, pelo avanço de crimes cibernéticos.

“Em faturamento, o ramo de responsabilidade ainda é pequeno, mas tem grande potencial para os próximos anos diante dos riscos cada vez maiores”, afirmou.

Trindade estima que 2022 será tão bom, ou melhor, para o seguro rural, diante das projeções de safra para o próximo ano. O residencial, Trindade afirma, ganhou maior relevância com as pessoas mais em casa, trabalhando em “home office”.

Impactos da pandemia nas seguradoras

Já João Alceu, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar, FenaSaúde, listou os impactos da pandemia. “Desde março de 2020, foram quase meio milhão de internações por covid-19 e mais de 6,0 milhões de exames que custaram R$26 bilhões para o setor. Custos somente com esses dois procedimentos. Custos que não estavam previstos e precificados”, ressaltou.

Segundo Alceu, o quarto trimestre ainda deve apresentar muitos desses impactos, mas bem mais amenos que nesses dezenove meses desde o início da pandemia. O executivo enfatizou ainda que o setor ganhou 1,9 milhão de beneficiários, puxados especialmente pelo aumento no nível de emprego formal.

“Em 2022, esperamos que esse número cresça, que volte ao patamar de 2014, quando a saúde suplementar alcançou cerca de 50 milhões de brasileiros”, disse Alceu.

O executivo assegura ainda que a curva da taxa de sinistralidade já começou a virar para baixo e que deverá se estabilizar no ano que vem em números médios históricos, em torno de 81%, 82%, ante a média de 85% atual.

Texto: Iolanda Nascimento
Edição: Maria Luiza Dourado
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