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IFIX

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BRENT

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Atualizado há 11 meses

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São Paulo, 4 de dezembro – O come-cotas, imposto antecipado cobrado nos fundos de renda fixa, cambiais e multimercados em maio e novembro, arrecadou R$2,1 bilhões no mês passado, menos da metade do valor obtido no mesmo mês de 2019, quando foram recolhidos R$4,1 bilhões, segundo informações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a Anbima. Em maio deste ano, a arrecadação já tinha caído, para R$2,1 bilhões também.

A queda de arrecadação pode ser explicada pela redução dos juros básicos pelo Banco Central, para 2,0% este ano, e, consequentemente, dos rendimentos tributáveis desses fundos, especialmente dos de renda fixa, que reúnem a maioria das aplicações do mercado. Houve também um aumento dos resgates das carteiras de renda fixa, que resultaram na saída líquida de R$110 bilhões em 12 meses. 

Já os multimercados captaram R$107 bilhões até novembro. O patrimônio dos fundos de renda fixa, porém, continua como o maior do mercado, com R$2,169 trilhões no fim de novembro, segundo a Anbima. Os multimercados vêm em seguida, com R$1,37 trilhão, e os cambiais, com apenas R$6,8 bilhões. 

Come-cota não afeta a rentabilidade da carteira

O come-cotas é cobrado apenas dos fundos abertos e incide sobre a rentabilidade acumulada a cada seis meses. Os fundos de longo prazo, com aplicações em títulos com prazo médio de maturação acima de 370 dias, pagam 15% e os fundos de curto prazo, 20%. 

O valor é cobrado em cotas para não distorcer a rentabilidade dos fundos, pois o imposto apareceria como uma perda no resultado. Com a cobrança em cotas, descontadas do saldo de cada cliente no último dia de maio e de novembro, a rentabilidade da carteira não é afetada.

O come-cotas é uma das desvantagens dos fundos em relação a outras aplicações de renda fixa, como os CDBs e o Tesouro Direto, que só pagam o imposto nos resgates. A Anbima vem negociando com o governo há anos o fim do imposto.

Texto: Angelo Pavini
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação

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