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Custo de vida em São Paulo tem maior alta dos últimos 7 anos, diz Fecomercio

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Custo de vida em São Paulo tem maior alta dos últimos 7 anos, diz Fecomercio

O estudo apontou que o aumento nos preços do petróleo e da energia foi a principal causa para o salto no custo de vida paulista

Custo de vida em São Paulo tem maior alta dos últimos 7 anos, diz Fecomercio
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 24 de janeiro– O custo de vida na região metropolitana de São Paulo teve a maior alta dos últimos sete anos em 2021, causada, principalmente, pelo avanço de preços internacionais do petróleo e de energia, apontou a pesquisa Custo de Vida por Classe Social, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo.

O estudo da FecomercioSP indicou inflação de 10% em 2021 na região de São Paulo, atingindo 11,38% para os mais pobres, na base anual.

Itens em alta

Também na base anual, a pesquisa apontou que a alta do petróleo gerou disparada nos preços dos combustíveis no país – o etanol subiu 63,70%, a gasolina, 42,80%, e o diesel, 41,43%.

Os automóveis novos ficaram 15,77% mais caros e os usados, 16,01%. O valor das passagens aéreas cresceu 20,21%. No total, o setor de transportes sentiu as consequências e subiu 20,61% em 2021.

A habitação também registrou inflações, com alta de 38,05% no preço médio do gás de botijão, e de 23,26% no valor do gás encanado.

A energia elétrica residencial teve aumento de 25,82% na base anual, consequência da necessidade de utilização das usinas termelétricas, mais caras, no período de chuvas escassas que o Brasil enfrentou no ano passado, informou a FecomercioSP.

Alimentos e vestuário

O setor de alimentos e bebidas, com maior influência na pesquisa, registrou inflação de 7,26% em 2021, contra 10,90% no ano anterior. O destaque ficou para o preço de carnes, que subiu 10,07%. A farinha de trigo disparou 13,25%, enquanto o leite e derivados aumentaram 10,22% na comparação com o ano passado.

De acordo com o estudo, as altas foram puxadas pela alta nos custos de transportes, energia, preço de animais, rações e fertilizantes.

Já o segmento de vestuário cresceu 10,44% no ano passado, frente à retração de 1,8% em 2020. O movimento foi justificado pela volta da demanda por peças de roupas e calçados devido à reabertura da economia e à flexibilização de restrições sociais, conforme revelou a pesquisa.

Resultados mensais e expectativas para 2022

Em dezembro de 2021, a inflação foi de 0,78%, puxada por alimentos e bebidas. No mês anterior, foi registrada alta de 1,01%. A entidade destacou que o crescimento do custo de vida ainda está elevado na região de São Paulo.

A FecomercioSP avaliou também que a expectativa para 2022 é de um custo de vida alto, mas com ritmo menor de inflação se comparado ao do ano passado. O estudo indicou que nos últimos dois anos, os preços já sofreram os principais impactos causados pela pandemia.

A pesquisa mostrou que o desemprego no país atinge 13 milhões de pessoas atualmente, que sofrem com qualquer avanço nos preços, e relembrou a necessidade de oportunidades no mercado de trabalho.

A análise também estimou que a produção de cana-de-açúcar pode crescer 20% em 2022, podendo ajudar a controlar o preço dos combustíveis. A FecomercioSP ainda informou que a taxa de juros mais elevada deve levar à redução na demanda, o que pode pressionar os preços para baixo.

“Os juros, que devem, logo mais, superar os 10% ao ano, podem reduzir a taxa de câmbio, contribuindo para a inflação dos importados ou dos produtos negociados em dólar”, acrescentou a associação.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Letícia Matsuura e Gabriela Guedes
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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