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São Paulo, 12 de outubro - De acordo com um estudo da Serasa Experian em agosto, dos 62,2 milhões de inadimplentes, 12% têm entre 18 e 25 anos. Ou seja, quase 7,5 milhões de jovens estão endividados. O número assusta, mas poderia ser diferente com um tema que ganha cada vez mais espaço na vida das crianças e jovens: a educação financeira.

O assunto foi inserido na Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, em 2018 e já aparece em disciplinas escolares ao redor do Brasil. Com as diferentes realidades vividas pelas escolas e alunos, projetos que reforçam e ampliam a base de conhecimento sobre o tópico se espalham pelo país, seja através de empresas, universidades ou pelo próprio governo.

Projetos de educação financeira para crianças

O governo, por meio do Banco Central, colocou em operação um programa que abrange e fornece conceitos de educação financeira a alunos da rede pública de ensino fundamental, o Aprender Valor. A ideia é baseada em três conceitos básicos: planejamento financeiro, que é entender sobre entradas e saídas do dinheiro; o valor de poupar, para realizar um sonho ou para emergências; e o básico sobre relacionamento financeiro, que é o crédito.

Já no TC é possível encontrar o curso gratuito Guia do Jovem Investidor, que pode ser usado por pessoas a partir de 12 anos de idade. O material serve como um guia inicial para o mundo das finanças, mais voltado à educação financeira. O diretor educacional e de P&D do TC, Felipe Pontes, esclarece que, mesmo sendo focado em jovens a partir dos 12 anos, as crianças também gostam do conteúdo, devido à linguagem utilizada durante o curso de 11 horas.

A ideia do TC é expandir os ensinamentos para crianças e pré-adolescentes e, com isso em mente, a empresa irá lançar um novo curso mais focado em investimentos, o 1UP - Investimento para todas as idades. Com um estilo moderno que lembra videogame, Pontes comenta que o apresentador das aulas tem 13 anos, o que aproxima o pessoal mais novo do tema aplicado.

Educação financeira infanto-juvenil também é assunto de universidades e startups

Ao longo do tempo, as universidades, em busca de terem um papel social relevante, também começaram a disseminar conhecimentos de mercado financeiro e finanças pessoais fora dos campi. O Clube de Mercado Financeiro, entidade estudantil da USP de Ribeirão Preto, tem uma vertente do projeto focada em alunos de escolas públicas e privadas chamada CMF Júnior, que administra palestras direcionadas a crianças e adolescentes.

“As palestras são personalizadas de acordo com a necessidade de cada escola, possuindo um conteúdo variável pautado em uma ampla base de informações que difere em seleção e abordagem, dependendo da realidade enfrentada por cada público alvo. Nisso são considerados a idade dos alunos, a renda média familiar, entre outros fatores”, explica a entidade estudantil.

Startups focadas na implementação da educação financeira nas escolas ganharam terreno com o movimento crescente do tema, e a FORME - Educação Financeira, empresa criada durante a pandemia, foca no âmbito socioemocional das finanças. Sua base tem quatro pilares: sonhar, fazer, cuidar e multiplicar.

“Uma pessoa começa a investir para potencializar um sonho, rentabilizar o dinheiro para conquistar algo, e o sonhar é emocional. Matemática financeira é uma ferramenta poderosa para potencializar o seu dinheiro, porém se vivemos em um país com mais de 70% de inadimplentes, falar de investimento potencializaria mais dívidas”, esclarece o CEO da startup, Bruno Lewis.

Da educação à independência financeira

Com o ensino sobre educação financeira desde a infância, as crianças crescem com menos problemas financeiros, pois elas entendem que é preciso trabalhar, acumular dinheiro e planejar antes de gastar, disse Pontes, o diretor educacional do TC.Educação financeira para crianças e jovens

Segundo a CMF Júnior, os benefícios podem ser percebidos a curto e a longo prazo. 'O contato com esse tipo de conteúdo se mostra fundamental para alcançar a independência financeira, evitar inadimplências e até mesmo contribuir para a melhora na situação econômica do país”.

A planejadora financeira do Grupo H, Beatriz Teixeira, concorda com a visão do CMF Júnior. Para ela, “uma criança que recebe educação financeira desde a infância se torna um adulto preparado para a vida, pois ao saber lidar com o dinheiro, quando ela cresce, certamente, administrará melhor o seu salário e organizará suas despesas.”

As vantagens passam do caráter individual e alcançam o coletivo. De acordo com pesquisa feita pelo Banco Mundial, instituição financeira internacional, jovens educados financeiramente podem impactar até 1% do Produto Interno Bruto do país.

Com relação ao uso de cartões de crédito e cheque especial, um estudo do Banco Central do Brasil identificou que os estudantes que recebem aulas de educação financeira usam 9% menos o cheque especial e 6,75% menos o rotativo do cartão de crédito, quando comparados com aqueles que não receberam orientação.

No entanto, antes de números, a criança precisa entender sobre consumo consciente. “Hábitos como fechar a torneira enquanto escova os dentes, por exemplo, fazem parte da educação financeira, porque você está economizando dinheiro na conta de água e recursos naturais”, comenta Teixeira.

Com isso, a educação financeira ajuda no desenvolvimento de habilidades cognitivas, além de questões éticas e sociais. Para Bruno Lewis, ao seguir esse caminho, os futuros jovens terão mais consciência em suas vidas.

Qual é o melhor método?

Comumente, a mesada é o primeiro contato da criança com o dinheiro. De acordo com Felipe Pontes, é nesse instante que a educação financeira pode ser inserida em seus primeiros passos, citando que atividades envolvendo o tema podem ser introduzidas a partir dos cinco anos de idade.

“Nós acreditamos que a partir dos cinco anos de idade já dá para ensinar alguns conceitos, como o uso de cofres, sem maiores problemas. Investimentos, eu diria que a partir dos dez anos de idade”, explica Pontes.

Beatriz Teixeira acredita que cada idade deve ter um tipo de atividade diferente na aplicação dos ensinamentos financeiros. O cofre já citado anteriormente é melhor aplicado para crianças de três a cinco anos. Quando elas alcançam os seis anos de idade, Teixeira diz que é interessante mostrar como dividir recursos para gastos ao poupar e até doar, mostrando como o senso de solidariedade também é importante.

A planejadora financeira considera a mesada como o instrumento de educação financeira mais poderoso, podendo ser aplicado a jovens de 12 anos. A atividade possibilita à criança a capacidade de administrar, definir escolhas sobre como usar o dinheiro e desenvolver um plano para poupar e pensar nos seus sonhos para o futuro.

De forma contrária, o material da FORME não conta com exemplos envolvendo mesadas. 'Respeitamos o real cenário educacional e econômico do país. Nós, por exemplo, não falamos de mesada em nosso material, pois sabemos que a maior parte do nosso país vive com poucos recursos financeiros, imagina dar mesada para os filhos', explica Lewis.

Educação financeira para a família toda

Está enganado quem pensa que esses ensinamentos ajudam apenas crianças. O CMF Júnior detalha que quando o aluno vê o conteúdo de educação financeira sendo disseminado de forma natural e gradativa nas escolas, o assunto é comentado em sua casa e passa a ser assimilado pelos pais, irmãos e outros familiares.

A entidade estudantil inclusive cita uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Educadores Financeiro, Abefin, pelo Instituto Axxus e pelo Núcleo de Economia Industrial e Tecnologia, NEIT, do Instituto de Economia da Unicamp, que revelou que 70% das crianças que têm acesso à Educação Financeira nas escolas começaram a ajudar os pais nas compras.

“É possível até fazer com que os filhos ajudem a reduzir as despesas de casa. Um amigo meu paga mesada aos filhos, acima da média, mas faz com que eles ajudem a pagar as despesas de casa. Um filho fica cobrando o outro para gastar menos energia”, comenta Felipe Pontes, reforçando o resultado da pesquisa feita pela Abefin.

Além da questão do envolvimento da criança no planejamento familiar, ao fazer com que os filhos participem das decisões financeiras da casa, os pais conseguem deixar claro as limitações econômicas enfrentadas. Para Beatriz Teixeira, a partir desse momento, eles não ficam frustrados quando seus desejos não conseguem ser atendidos de imediato.

O impacto no contexto familiar pode ser tão grande que a a FORME criará em breve cursos voltados aos pais. Seguindo o lema 'educar para transformar', o objetivo é contribuir no desenvolvimento do país através da educação financeira e do alcance completo do tema, seja na vida das crianças ou de seus próximos.

Texto: Anderson Lima

Edição: Letícia Matsuura

Arte: Vinicius Martins / Mover


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