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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 8 de outubro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, registrou em setembro seu maior avanço para o mês desde 1994, apesar de vir abaixo do esperado pelo consenso. Considerado a inflação oficial do país, o indicador é pressionado principalmente pela alta da energia elétrica, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A inflação do mês de setembro mostrou alta de 1,16%, marginalmente melhor que o consenso Mover, que previa avanço de 1,25%. No acumulado do ano, o índice registrou alta de 10,25%, ante consenso de 10,33%, enquanto em 2021 o aumento dos preços foi de 6,9%, informou o IBGE.

O resultado melhor do que o esperado afundou a curva de juros, que mostrou uma desidratação de mais de 20 pontos-base após a divulgação do dado. O dólar também iniciou o pregão em baixa de 0,4%, a R$5,515.

Habitação puxa a inflação

O grupo de habitação foi o que registrou maior impacto e maior variação percentual no mês, com alta de 2,56%, justificada pelo aumento de 6,47% da energia elétrica. Em setembro, a conta de luz sofreu reajuste significativo, uma vez que passou a valer a bandeira de escassez hídrica, que acrescenta R$14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Outra alta que se destacou no mês foi a do grupo de transportes, subindo 1,82%. O maior responsável pelo movimento foi o aumento de 2,43% nos combustíveis, com a gasolina subindo 2,32%, enquanto o etanol registrou avanço de 3,79%.

Nos últimos 12 meses, a gasolina já aumentou 39,6% e o etanol, 64,77%. As passagens aéreas tiveram a maior alta entre os itens não alimentícios no mês, com alta de 28,19%, após queda de 10,69% em agosto, registrando o terceiro maior impacto individual no índice geral.

Dos nove grupos monitorados pelo IBGE, apenas o de educação não registrou avanço em setembro, ficando praticamente estável, com recuo de 0,01%. No entanto, somente os grupos de habitação, transportes e saúde viram a inflação acelerar em relação a agosto.

Segundo dados do TC Matrix, o índice de difusão da inflação caiu de 71,88% para 64,99% em setembro, o que sugere que a elevação de preços está mais focada em alguns itens, como a energia elétrica e combustíveis.

Texto: Peter Frontini

Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti

Arte: Vinícius Martins / Mover


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