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Banco central da China corta taxas prime de um e cinco anos em meio a crise imobiliária

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Banco central da China corta taxas prime de um e cinco anos em meio a crise imobiliária

A maioria dos empréstimos na China é baseada na taxa prime de um ano, enquanto a de cinco anos influencia o preço das hipotecas residenciais

Banco central da China corta taxas prime de um e cinco anos em meio a crise imobiliária
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 19 de janeiro –  O Banco Central do Povo da China reduziu conjuntamente os juros básicos de um e cinco anos pela primeira vez em 21 meses, na tentativa de estabilizar a atividade em meio a uma desaceleração econômica e a uma crise do setor imobiliário.

Em comunicado, o PBOC disse que reduziu a taxa prime de um ano em 10 pontos-base, de 3,80% para 3,70%. A taxa de cinco anos foi reduzida em cinco pontos, de 4,65% para 4,60%. Ambas são usadas como referência para empréstimos corporativos e pessoais na segunda maior economia do mundo.

A maioria dos empréstimos novos e pendentes na China é baseada na taxa prime de um ano, enquanto a de cinco anos influencia o preço das hipotecas residenciais. Nos últimos meses as maiores incorporadoras da China têm sofrido com queda na demanda e nas vendas, levando a atrasos nos pagamentos de dívidas e problemas de liquidez.

A medida era amplamente esperada por analistas depois que o PBOC cortou, na segunda-feira, 17, a taxa de empréstimo de médio prazo de um ano em 10 pontos base, para 2,85%.

O corte das taxas prime foi o segundo do tipo desde dezembro. No mês passado, o banco central cortou juros depois que as lideranças políticas do país prometeram priorizar a estabilidade do crescimento econômico.

Apesar de o PIB chinês ter crescido 8,1% em 2021, maior avanço em uma década, houve sinais de perda de ritmo no último trimestre do ano passado, com redução no consumo e problemas no setor imobiliário.

Após a decisão de corte dos juros básicos ontem, Xangai fechou em queda de 0,09%, mas Hong Kong saltou 3,42%, puxado por ações do setor imobiliário e tecnologia.

Texto: Gustavo Bonato
Edição: Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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