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Banco central dos EUA prevê alta dos juros ‘em breve’

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Banco central dos EUA prevê alta dos juros ‘em breve’

Após iniciar o aumento de juros nos EUA, o Federal Reserve sinalizou que deve começar a vender ativos e, assim, retirar liquidez do mercado

Banco central dos EUA prevê alta dos juros ‘em breve’
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 26 de janeiro – O Federal Reserve, banco central americano, sinalizou nesta quarta-feira que iniciará o processo de alta de juros nos EUA “em breve”, embora não tenha confirmado o início em março, e seguirá depois com a redução de seu balanço patrimonial.

A decisão do Comitê de Mercado Aberto, o Fomc, foi unânime para manter a taxa dos Fed Funds entre zero e 0,25% ao ano. A decisão veio em linha com o consenso TC.

O Fed reconheceu que a inflação encontra-se “bem acima” de sua meta média no longo prazo, de 2,0%, em meio a um mercado de trabalho forte, o que reforça sua perspectiva de que em breve será apropriado aumentar a taxa de juros nos EUA. Anteriormente, o Fed dizia apenas que a alta de preços excedeu a meta média “por algum tempo”.

Também em sua decisão, o banco central americano informou que seguirá reduzindo as recompras de títulos em fevereiro no montante de US$30 bilhões, mesmo ritmo de janeiro. A redução será de US$20 bilhões em títulos do Tesouro, os Treasuries, e US$10 bilhões em papéis lastreados em hipotecas.

Com isso, o programa de fornecimento emergencial de liquidez por conta da pandemia do coronavírus seria zerado em março, permitindo ao Fed dar o próximo passo da normalização monetária – que deve ser uma alta dos juros.

Reação do mercado

Às 16h50, após a divulgação pelo Fed e durante conferência de imprensa do seu presidente Jerome Powell, os índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq apagavam parte dos ganhos observados mais cedo na sessão. Já o índice Dólar DXY, que mensura o desempenho da moeda americana contra uma cesta de divisas, também tinha alta reduzida. Os yields do Treasury de dez anos subiam 7,7 pontos-base, a 1,848%.

O Fomc destacou que as condições financeiras continuarão acomodatícias e que o volume de títulos já comprados continuará a manter o bom funcionamento dos mercados e da oferta de crédito, indicando que não haverá grandes choques de juros ou de liquidez na redução do balanço.

O banco central americano alertou, em outro ponto, que as variantes do coronavírus ainda constituem risco às perspectivas econômicas.

Balanço

O FOMC divulgou comunicado extra, com princípios para o início da redução do balanço patrimonial da instituição, com a venda de volta ao mercado de parte dos títulos públicos e de hipotecas adquiridos nos últimos anos. Um balanço menor do Fed gera um aperto na liquidez dos mercados financeiros.

Nesse documento adicional, o Fed projetou que a redução do balanço vai começar apenas após o início do processo de alta de juros nos EUA e indicou que isso ocorrerá de forma “previsível”.

Em outro ponto, o Fed disse estar preparado para ajustar quaisquer detalhes da sua iniciativa de redução de balanço, dependendo da conjuntura econômica e financeira. O ritmo de redução do balanço vai estar condicionado à promoção do pleno emprego e da estabilidade de preços.

O balanço do Fed cresceu de forma exponencial após a autoridade monetária ter adotado, a partir de março de 2020, estímulos monetários diante da eclosão da pandemia da covid-19. Atualmente, o balanço patrimonial gira em torno de US$9,0 trilhões.

Texto: Felipe Corleta, Gabriel Ponte e Angelo Pavini
Edição: Gustavo Bonato
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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