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China alega que transações com criptomoedas são todas ‘ilegais'

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China alega que transações com criptomoedas são todas ‘ilegais'

O Banco Central do Povo da China disse hoje que todas as transações relacionadas às criptomoedas são ilegais e devem ser proibidas

China alega que transações com criptomoedas são todas ‘ilegais'
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Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 24 de setembro – O Banco Central do Povo da China disse hoje que todas as transações relacionadas às criptomoedas são ilegais e devem ser proibidas. A decisão não foi inesperada, mas indica forte repressão ao setor da forma mais ampla possível.

A notícia foi transmitida em primeira mão pela rede americana de notícias CNBC. Em comunicado no seu website, a autoridade monetária chinesa conhecida como POBC disse que todas e cada uma das moedas que usam como base a criptografia, como o Bitcoin, não são moedas fiduciárias de curso e não podem circular no país.

Quaisquer transações ou serviços prestados por entidades não residentes na China para residentes domésticos são atividades financeiras ilícitas, disse o PBOC. Pouco após da divulgação do comunicado, por volta das 7h00, o Bitcoin recuava 5,5%. Ethereum e Litecoin também derretiam 9,10% e 9,30%, respectivamente, segundo a Coinbase.

Apesar de não ser a primeira vez que a China ameaça o funcionamento e desenvolvimento do mercado das criptomoedas, esta é a primeira vez que o país define a ilegalidade total das atividades do setor.

No início deste ano, o governo tinha anunciado que limitaria a mineração de criptos, que envolve o uso intensivo de energia para verificar as transações e cunhar novas unidades.

De acordo com agências de notícias, o principal conselho de planejamento econômico do país, conhecido como NDRC, reiterou a necessidade de erradicar a mineração de criptomoedas no país para cumprir metas ambientais.

Outros episódios

As medidas do governo chinês contra os criptoativos endureceram a partir de maio deste ano, proibindo instituições financeiras e empresas de pagamentos de oferecer serviços relacionados às criptomoedas. A ação foi uma tentativa de aumentar o controle das transações antes do lançamento oficial do yuan digital, ou e-CNY, moeda digital chinesa. 

A Mongólia Interior, região da China que costumava ser um hub de mineração de criptomoedas, também propôs medidas duras contra pessoas ligadas ao setor no final de maio.

Já em junho, a gigante da informática e do comércio virtual Alibaba avisou que pode cancelar os domínios das empresas ligadas às criptomoedas na China, além de suspender o armazenamento dos dados na nuvem dessas companhias, em novo desenrolar das políticas de repressão chinesas.

No final do mês, a corretora Huobi, que atua no setor de criptomoedas, proibiu os chineses de negociar derivativos.

Texto: Guillermo Parra-Bernal
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover


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