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China vai crescer devagar, mas em ritmo constante, diz economista

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China vai crescer devagar, mas em ritmo constante, diz economista

Dados divulgados ontem mostraram crescimento do Produto Interno Bruto da China de 8,10% em 2021, ante um avanço de 2,20% em 2020

China vai crescer devagar, mas em ritmo constante, diz economista
cintia-thomaz

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 17 de janeiro –  A China deve apresentar um crescimento mais lento, mas ainda assim constante, e o Brasil precisa agregar mais valor, com uma produção industrial melhor, para manter parceria com os chineses a longo prazo. É o que ponderou o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, em entrevista à TC Rádio.

“A tendência da própria China é esta: crescimento devagar, mas constante. Para o Brasil, podemos, com uma boa produção industrial, agregar mais esse valor e manter parceria com a China a longo prazo”, avaliou.

Ontem à noite, dados do governo chinês mostraram crescimento do Produto Interno Bruto do país de 8,10% em 2021, ante um avanço de 2,20% em 2020, atingindo a máxima histórica desde 2011. A produção industrial do país variou 4,30% em 2021, acima do consenso do mercado de 3,60%.

Durante entrevista no programa Espresso da Manhã, da TC Rádio, o economista ainda comentou as reuniões consideradas estratégicas entre Estados Unidos e Rússia, ocorridas na semana passada, em uma tentativa de desmontar a tensão entre as duas potências.

“Tivemos recentemente à anexação da Crimeia por parte da Rússia, mas agora a situação com a Ucrânia é mais complexa, porque a Rússia, de certa maneira, gera ameaças constantes. Existem interesses econômicos, em especial pela questão do gás, e a Europa sofre muito com esse tema”, disse Vieira.

Gás natural

A Rússia é a maior exportadora de gás do mundo, enquanto a Europa enfrenta uma crise energética com elevação dos preços do gás. Para Vieira, esse impasse já pressiona o problema energético no velho continente e “não há muito o que piorar”.

“Os russos têm desviado uma parte da sua produção para a China, que sofreu com problemas graves por conta da escolha de matriz energética que ela teve há muitos anos. China teve que converter parte do que ela tinha de seu parque para consumir o gás e ela também desviou parte de oferta russa para a região”, explicou.

Vieira citou o caso da Alemanha, que, segundo ele, é “emblemático” porque há alguns anos, por conta de pressão política, não houve um período de transição para matrizes energéticas mais limpas e eficientes. “A Alemanha está dependente da Rússia. É o segundo inverno que a Alemanha passa nas mãos da Rússia”.

Segundo o economista, o mundo deveria, de forma segura, retomar o uso de usinas nucleares, como a França, que aumentou seu parque nuclear.

“A escolha do mundo seria: vamos agora ter usinas nucleares, saber o que fazer com esse resíduo e, enquanto isso, já detemos o aumento do carbono, e aí sim teremos tempo de estudar maneiras limpas e eficientes para substituir a usina nuclear”, concluiu.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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