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Atualizado há 27 dias

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São Paulo, 19 de setembro – As desgraças do segundo maior grupo imobiliário da China aumentam ainda mais a sensação de tensão global dos mercados nesta semana, em meio à expectativa pelo anúncio de políticas monetárias mais restritivas em algumas das maiores economias do mundo.

Companhia imobiliária mais endividada do mundo, com US$313 bilhões em passivos, a Evergrande Group tem sido foco de acaloradas discussões entre investidores, clientes, bancos e o governo chinês. O conglomerado já avisou a todos eles que as obrigações vincendas nesta semana, que incluem bilhões de iuanes em juros de empréstimos bancários e US$120 milhões em cupons de títulos locais e externos, não serão pagas, por ora.

A crise da Evergrande teria o potencial de se tornar o primeiro caso de estouro da bolha imobiliária chinesa com reverberações globais, mas economistas e gestores acham que o impacto será contido com eficiência. Na sexta-feira, o Banco Central do Povo da China agiu para aumentar a liquidez, injetando 90 bilhões de iuanes no sistema bancário da segunda maior economia do mundo, na véspera de um feriado prolongado.

O momento da verdade da Evergrande chega em uma semana decisiva para a política monetária global: o Federal Reserve americano pode anunciar na quarta-feira o calendário de redução das compras de ativos, iniciadas em março de 2020 para combater os efeitos da pandemia do coronavírus. O Banco Central do Brasil deve elevar o juro básico nesse mesmo dia.

Na quinta-feira, o Banco do Japão e o Banco da Inglaterra ponderam o início do fim dos seus programas de afrouxamento monetário pandêmico e o avanço da inflação nos seus respectivos países.

“Não acho que vai ser um evento de inflexão e sim um processo lento de digestão da alavancagem no setor imobiliário chinês”, disse Marcos Mollica, gestor da estratégia macro da Opportunity Asset. “Portanto, a situação da Evergrande não deve mudar de maneira significativa as decisões de juros na semana. No máximo, pode ser vista como um fator de risco que demande monitoramento no futuro próximo”, apontou.

Mesmo sem gerar aparentes efeitos colaterais sobre as decisões do Fed, do BoE e outros grandes bancos centrais, a situação da Evergrande ilustra que o caminho à normalização monetária nos países ricos e emergentes não será nada fácil.

Ao desacelerarem seus programas de estímulo pandêmico, os BCs retiram liquidez dos mercados, o que, dependendo do momento e do sentimento, pode gerar ondas de choque inesperadas, de acordo com um gestor sediado em Hong Kong.

Para esse gestor, os temores com a Evergrande, assim como a recente onda de repressão regulatória às empresas privadas por parte do governo do presidente chinês Xi Jinping, manterão as ações daquele país deprimidas.

‘Mortos e feridos’

De igual forma, os riscos dos investimentos em mercados emergentes, como o Brasil, podem ser reavaliados para baixo, alertou.

“O maior risco decorrente de um calote da Evergrande hoje viria através do canal confiança e apetite para risco dos fundos que operam mercados emergentes, por exemplo”, disse Fernanda Pereira, contribuidora de renda fixa e macro reading do TC. “Toda vez que existem mortos e feridos, o apetite para risco diminui e isso acaba adiando a tomada de decisões”, ressaltou.

O editor-chefe do principal jornal estatal chinês disse na última sexta-feira que a Evergrande não deveria esperar um resgate somente por ser “grande demais para colapsar”. A situação fez as ações da empresa derreterem nesse mesmo dia, na quinta queda consecutiva, acumulando tombo de 83% no ano.

O índice Hang Seng de Hong Kong, que concentra ações de centenas de grandes conglomerados privados chineses, caiu 13% nos últimos três meses, enquanto o fundo de índice iShares China, conhecido como CNYA, perdeu 1,1% no mesmo período.

De acordo com Evandro Buccini, diretor de renda fixa e multimercados da Rio Bravo Investimentos, há razões para acreditar que a China fará um movimento para limitar qualquer sinal de contágio.

Contribuidores do TC também citam evidência histórica de que o governo chinês tende a ser muito cauteloso quando detecta crises locais com potencial de contágio global.

Os empréstimos para a Evergrande foram feitos por bancos chineses que são implicitamente apoiados pelo governo chinês – com balanços capazes de lidar com essas perdas. Segundo Buccini, o centro das atenções do mercado nas próximas semanas será a maneira como os credores lidarão com os empréstimos atrasados.

Risco moral

Lawrence Pih, empresário, investidor e especialista em assuntos chineses, é mais categórico: o governo chinês deseja enviar um recado ao mercado de que é imperativo baixar o risco moral, e que não haverá mais garantidor de última instância.

No entanto, Xi e seu governo “não correriam o risco de deixar a Evergrande quebrar se avaliassem que há chance mínima de risco sistêmico”, disse Pih à Mover. Para ele, a situação da Evergrande está longe de ser um “momento Lehman Brothers” que afete as decisões de bancos centrais e o mercado global.

A maioria das dívidas “são com instituições e credores chineses”, disse ele. A quebra do banco americano Lehman Brothers, em setembro de 2008, levou à eclosão da Crise Financeira, que provocou um colapso generalizado no sistema bancário global e a pior recessão mundial em sete décadas.

De acordo com gestores, há dois casos históricos que podem elucidar como Xi e sua equipe poderiam agir para evitar uma crise maior com a Evergrande: o episódio de tombo dos mercados chineses, especialmente do iuan, em 2015, e o plano de resgate do banco Baoshang pelo banco central chinês, o PBOC, em 2019.

Embora as autoridades chinesas tenham permitido que uma crise temporária nas condições financeiras acontecesse em ambos episódios, o PBOC e os reguladores sempre foram ágeis e rápidos o suficiente para intervir e estabilizar os mercados domésticos.

No entanto, nenhuma dessas intervenções afastou por completo os riscos que assombram os investidores globais há muitos anos: o da bolha de dívida e da falta de transparência na política econômica chinesa.

Monstro

A Evergrande é um titã: além de ser a segunda maior incorporadora imobiliária da China, a empresa fundada por Xu Jiayin registrou vendas de US$110 bilhões no ano passado. Hoje, tem US$355 bilhões em ativos em mais de 1.300 empreendimentos, grande parte deles localizados em cidades chinesas intermediárias.

A empresa emprega 200 mil pessoas diretamente e contrata indiretamente 3,8 milhões de operários todos os anos para desenvolver projetos. Nos últimos anos, Xu buscou diversificar os negócios da Evergrande atuando com carros elétricos, futebol, seguros e bebidas. Esse plano gerou forte queima de caixa, forçando o grupo a vender incorporações, propriedades e ativos não essenciais com grande desconto.

De acordo com notícias da imprensa internacional, a Evergrande contratou a Houlihan Lokey e a Admiralty Harbor Capital para tocar a reestruturação de algumas das suas dívidas. A crise reputacional do grupo piorou em dias recentes, quando investidores em produtos de gestão de fortunas do grupo apareceram na sede para exigir seu dinheiro de volta.

Parte dos US$313 bilhões em passivos da Evergrande afeta investidores nos mercados de títulos; outra parte é devida a bancos e fornecedores, assim como a famílias que compraram apartamentos inacabados.

A Evergrande tem 800 prédios residenciais inacabados em toda a China, deixando até 1,2 milhão de pessoas sem saber quando ou se poderão se mudar para suas casas, disse o The New York Times neste mês.

Segundo o The Wall Street Journal, a Evergrande tem 128 bancos e 121 instituições não bancárias como credores. O montante de títulos em dólares emitidos pela gigante chinesa ultrapassa os US$20 bilhões.

Contágio

Para analistas do UBS, um contágio amplo ou limitado dependerá do caminho a ser tomado pela Evergrande – e o governo chinês: ser reestruturada ou totalmente liquidada. O passivo total é de cerca de 6,5% das obrigações totais do setor imobiliário chinês – nível visto como alto, porém manejável.

Para o banco suíço, uma liquidação da Evergrande geraria um contágio por três canais principais: a perda massiva de confiança tanto no setor imobiliário quanto na dívida externa privada asiática de alto risco; o efeito dominó nos bancos e grupos com grande exposição à Evergrande; e a reclassificação das metodologias de risco de crédito na China, que removeria a tese de apoio estatal em uma gama de setores.

Isso teria consequências globais, porque forçaria muitas gestoras a reavaliarem a segurança de centenas de produtos de investimento vindos da China.

As rivais Guangzhou R&F Properties e Xinyuan Real Estate foram rebaixados na semana passada, devido às preocupações sobre as dificuldades para pagar suas dívidas. Os retornos cobrados para seus títulos dispararam em quase um terço, sinalizando o menor acesso ao financiamento do mercado por conta da crise da Evergrande.

‘Tiro na nuca’

Por enquanto, gestores com exposição à dívida imobiliária chinesa esperam uma reestruturação penosa, mas organizada.

“Empréstimos bancários e garantidos, além de papéis comerciais tomados pelas pessoas físicas, devem levar um soco em termos de vencimento, cupom e carência. Isso garantiria que a Evergrande cumpra com a entrega de imóveis e pague a cadeia alimentar”, disse um gestor de dívida corporativa emergente sediado em São Paulo.

“A partir daí, deve haver um ajuste no resto dos bonds externos e locais e no valor das ações. E o que acontece com o acionista principal? Termina com uma sentença bem feia ou com uma bala na nuca”, disse o gestor, referindo-se à política chinesa de executar empresários por corrupção ou práticas irresponsáveis.

Já na opinião de Pih, o fundador da Evergrande deverá ser responsabilizado. “A reestruturação já está em estudo e um deságio para credores é inevitável. Porém, as dezenas de milhares de compradores de imóveis serão protegidos”, ressaltou.

“É uma questão social e o governo chinês não estará ausente, principalmente nesta nova era de prosperidade para todos” defendida por Xi, de acordo com Pih. A repressão aos negócios privados está dentro do pacote de medidas que Xi tomou nos últimos meses, como forma de apaziguar a demanda por melhor qualidade de vida entre os chineses.

‘Empresários irresponsáveis’

“É inimaginável o governo se ausentar em proteger o comprador de imóvel e ver suas poupanças sendo engolidas por empresários incompetentes e irresponsáveis”, disse Pih, em relação à situação da Evergrande.

Durante seu apogeu, a Evergrande levantou fundos no mercado bancário paralelo por meio de fundos fiduciários, produtos de gestão de fortunas e papéis comerciais. Cerca de 40 bilhões de iuanes em produtos de gestão de fortunas venceram na semana passada – e a empresa não pagou aos investidores.

Dias atrás, a Evergrande ofereceu devolver o dinheiro dos investidores em prestações ao longo de vários anos ou trocar o que era devido por propriedades. Outra alternativa seria usar o valor das aplicações para reduzir o valor dos empréstimos hipotecários. São 70 mil compradores desses produtos em toda a China, disse a incorporadora chinesa.

Apesar de ser claro para especialistas que nenhum dos bancos centrais que divulgam suas decisões de política monetária nesta semana devem basear suas conclusões no problema Evergrande, o risco de um pouso forçado na economia chinesa deve acender os primeiros alertas.

“Uma falência bancária desencadeada pelo colapso de grandes incorporadoras imobiliárias me parece o cenário mais provável para o início desse pouso forçado na China,” disse Mark Williams, economista-chefe para a Ásia na Capital Economics.

“O fato de que os mercados financeiros ainda não acionaram os alarmes não significa que não o farão”, disse Richards em relatório na semana passada. O Fed deve manter o juro básico estável e pode anunciar nesta quarta-feira o início do chamado “tapering”, ou o fim das compras extras de títulos para liquidez, para o quarto trimestre.

Texto:  Guillermo-Parra Bernal
Edição: Renato de Carvalho
Arte: Vinícius Martins / Mover


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