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BRENT

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Atualizado há 22 dias

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São Paulo, 6 de novembro – O mercado de trabalho americano vem apresentando há meses dois dados que, em um primeiro momento, podem parecer contraditórios: taxa de desemprego mais baixa, mas geração de emprego oscilando, com meses bem frustrantes. A situação refere-se a uma escassez de mão de obra derivada dos efeitos da pandemia. Com isso, a média salarial dos trabalhadores aumentou, elevando junto a projeção de inflação.

Contrariando os dois relatórios anteriores, o Payroll divulgado na sexta-feira, 5, referente a outubro superou de longe as expectativas, reportando a criação de 531 mil vagas de emprego formal. Enquanto isso, a taxa de desemprego caiu de 4,8% para 4,6%, ante consenso de 4,7%.

O analista da Avenue Securities, Guilherme Zanin, afirma que o fim de compensações financeiras por parte do governo norte-americano, e o menor número de pedidos de seguro-desemprego desde o início da pandemia podem resultar em maior criação de vagas nos próximos meses, como ocorreu em outubro.

Para o sócio e economista da Blueline Asset Management, Diogo Saraiva, além da renda extra vinda do governo, o receio do coronavírus e o fechamento das escolas eram obstáculos para a melhora nos níveis de emprego.

Mas Saraiva alerta que parte da população que saiu do mercado de trabalho americano durante a pandemia tende a não voltar, seja por aposentadoria precoce ou por ingressar no trabalho autônomo.

Relação entre emprego e inflação

O reaquecimento da atividade econômica nos Estados Unidos, junto com a falta de mão de obra, impulsionaram a queda no desemprego. Em meio a esse cenário de busca crescente por trabalhadores, a média dos salários subiu 2,8% nos últimos seis meses.Mercado de trabalho americano nos últimos seis meses
Arte: Vinícius Martins

Com ganhos salariais maiores, é esperado que o consumo cresça e, consequentemente, os produtos e os serviços fiquem mais caros. “Isso, consequentemente, vai afetar a inflação por mais tempo que o banco central acredita”, diz o analista da Avenue Securities.

Zanin estima que a alta da inflação deva se arrastar por pelo menos três ou quatro meses. “Entramos agora no período de Natal, onde as pessoas gastam mais”, explica, e as empresas “precisam contratar mais, (…) pagar mais pelos funcionários, tudo impulsionando a inflação”.

Mercado de trabalho americano e política monetária

O banco central americano, denominado Federal Reserve, tem dois objetivos importantes para a economia do país: deixar a inflação em um patamar equilibrado e garantir o chamado pleno emprego. Atualmente, a meta inflacionária é de 2,00% e a taxa de desemprego deve ficar abaixo de 5,00%.

Como todo banco central, o Fed possui mecanismos de política monetária para tentar cumprir as metas. Por isso, na pandemia, a autoridade monetária optou por estimular a economia com US$120 bilhões mensais em recompras de títulos públicos e hipotecários.

Na última quarta-feira, 3, o FOMC, comitê decisório do Federal Reserve, anunciou o processo de retirada desses estímulos, o “tapering”, com previsão de término em meados do ano que vem. O enxugamento mensal do programa criado para evitar uma recessão causada pela pandemia será de US$10 bilhões em compras de títulos do Tesouro e de US$5 bilhões em títulos lastreados em hipotecas para este mês e para dezembro.Início do "tapering"

O “tapering” estava no radar do Federal Reserve desde o começo do semestre, contudo, o colegiado manteve a cautela, observando os indicadores econômicos, incluindo o relatório Payroll.

O discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, era de que a retirada dos estímulos iniciaria apenas após números satisfatórios no mercado de trabalho, que como dito anteriormente, mostrava recuperação na taxa de desemprego, mas a criação de postos de trabalho frustrava.

A inflação começou a pressionar e o banco central foi se sentindo mais seguro com a recuperação do mercado de trabalho, o que favorece o início da retirada dos estímulos, diz Zanin.

Para ele, a grande questão do mercado é quando o Federal Reserve aumentará a taxa de juros, ferramenta usada geralmente para controlar a inflação, porque encarece o crédito e desaquece o consumo.

A autarquia sinalizou que o aumento dos juros ainda está longe de acontecer. Zanin acredita que até o final de 2022 não haverá mudança na taxa, que atualmente está entre 0,00% e 0,25%.

Mercado de trabalho americano no pós-pandemia

De acordo com o sócio da Blueline, a maior oferta de vagas e a menor procura por emprego deixou o mercado de trabalho americano em um novo padrão, que pode ser permanente.

“O mundo do pós-pandemia não necessariamente será o mesmo do pré-pandemia. Então, essa própria definição de máximo emprego tende a ser um pouco diferente do que era em fevereiro de 2020”, aponta.

E o Brasil?

Sendo o dólar a moeda de referência global, as decisões do Fed influenciam no mundo inteiro, inclusive no Brasil. “Daí também vem o peso de se tomar uma decisão, por exemplo, de retirada de estímulo e de liquidez neste momento”, disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management. Segundo ele, parte do apetite por prêmio vem dessa liquidez elevada.

Tanto Guilherme Zanin quanto Diogo Saraiva acreditam que uma eventual mudança drástica na política monetária dos Estados Unidos impactará negativamente a bolsa brasileira.

“Isso levaria a um aperto nas condições financeiras nos Estados Unidos, e consequentemente, a uma subida dos juros americanos. E, com isso, diminui o diferencial de juros do Brasil em relação aos EUA, tornando nosso ativos de renda fixa, por exemplo, menos atraentes para o investidor estrangeiro”, explica Saraiva.

Em caso de incertezas no mercado de trabalho americano, Zanin chama atenção para o câmbio e a possível volatilidade da moeda brasileira. Para ele, “ter ao menos uma posição em dólar” é uma boa proteção em caso de reação negativa do mercado local às decisões do Fed.

Texto: Letícia Matsuura
Edição: Renato Carvalho
Arte: Vinícius Martins / Mover

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