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Joe Biden defende recalibragem do apoio monetário americano

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Joe Biden defende recalibragem do apoio monetário americano

O presidente americano Joe Biden admitiu os transtornos econômicos ocasionados pela pandemia, como os gargalos de oferta presenciados

Joe Biden defende recalibragem do apoio monetário americano
gabriel-pontes

Atualizado há 4 meses

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Brasília, 19 de janeiro – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quarta-feira, em coletiva de imprensa na Casa Branca, ser importante que o Federal Reserve recalibre o apoio aos mercados, como for necessário, diante da escalada de preços na economia norte-americana, a qual reconheceu como um dos grandes imbróglios do seu primeiro ano de mandato.

Às vésperas de completar um ano desde que tomou posse como presidente dos EUA, Biden admitiu os transtornos econômicos ocasionados pela pandemia da covid-19, como os gargalos de oferta presenciados, embora tenha assegurado a independência do Fed, mirando a estabilidade de preços, para evitar que a inflação alta enraíze-se na economia.

Ele também defendeu, em sua visão, que seu pacote econômico, o “Build Back Better”, é a melhor resposta para os preços em alta na economia. As falas ocorrem no momento em que os EUA reportaram avanço de 7,0% da inflação no acumulado de 2021, maior alta desde junho de 1982, e com o Fed lançando mão de instrumentos para reduzir o apoio monetário, com o mercado já começando a precificar um aperto maior do que o previsto anteriormente.

Recapitulando seu primeiro ano à frente da presidência, Joe Biden também destacou a geração de 6,4 milhões de postos de trabalho em 2021, com a taxa de desemprego recuando a 3,90%, próximo aos níveis pré-pandêmicos.

Confito entre Rússia e Ucrânia

Ainda de acordo com o presidente americano, será um “desastre” caso a Rússia opte por invadir a Ucrânia, com custos pesados à economia, diante de eventuais sanções econômicas e financeiras. “Putin nunca viu sanções como as que prometi que serão impostas se ele invadir a Ucrânia”.

Na véspera, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse a jornalistas que a diplomacia americana espera um ataque da Rússia à Ucrânia “a qualquer momento” e que a crise no leste europeu é “muito perigosa”.

Ao tratar sobre a pandemia da covid-19, afirmou que a variante ômicron é uma causa de preocupação, mas não de pânico.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Clara Guimarães
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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