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Juros nos EUA devem subir quatro vezes em 2022, avalia economista

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Juros nos EUA devem subir quatro vezes em 2022, avalia economista

Para Thomaz Sarquis, a manutenção dos juros nos EUA de hoje aponta para uma alta em 25 pontos-base na próxima reunião do comitê decisório

Juros nos EUA devem subir quatro vezes em 2022, avalia economista
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 26 de janeiro – O Federal Reserve, banco central dos EUA, deve promover quatro elevações de 25 pontos-base na taxa básica de juros americana em reuniões intercaladas ao longo do ano, avaliou o analista de macroeconomia da Eleven Financial, Thomaz Sarquis, em entrevista à TC Rádio.

A participação de Sarquis ocorreu logo após o Comitê de Mercado Aberto do Fed decidir manter inalterados os juros americanos entre zero e 0,25%. No programa Espresso da Tarde, Sarquis afirmou que a decisão do Fed trouxe maior clareza e previsibilidade ao mercado sobre o rumo da política monetária dos EUA, mas ainda deixou questões em aberto.

O comunicado do Fed divulgado hoje não trouxe a data de início e nem o ritmo da elevação dos juros nos EUA, mas, em entrevista coletiva após a decisão, o presidente da autarquia, Jerome Powell, citou que o comitê avalia realizar o aumento em março.

Essa também é a avaliação de Sarquis, que afirmou que a manutenção de hoje aponta para uma alta do juro em 25 pontos-base já na próxima reunião do Fomc, seguida por mais três elevações de mesma magnitude até o fim do ano.

“O Fed deve subir o juro em uma reunião e manter na seguinte, aguardando a reação do mercado”, explicou Sarquis, citando que o banco central americano já deixou claro que o foco de sua atuação passou do combate ao desemprego para o controle da inflação.

Ainda no tema de retomada da inflação para perto da meta de 2% nos EUA, o economista avaliou que o Fed deve primeiro elevar os juros e, posteriormente, dar início à redução do balanço patrimonial, ou seja, do dinheiro que injeta no mercado.

Reação do mercado

A decisão do Fomc desta quarta-feira não trouxe especificações sobre qual será o ritmo de redução do balanço, mas Powell afirmou que acontecerá de forma previsível e que ainda será discutida nas próximas duas reuniões do comitê.

Para Sarquis, a comunicação clara sobre os próximos passos e a promessa de previsibilidade agradam o mercado, mesmo com o Fomc mostrando aumento da preocupação com a inflação e apontando para o endurecimento de sua política monetária.

Logo após a decisão do Fed, as bolsas de Wall Street dispararam, mas perderam o fôlego e passaram a cair durante a coletiva de Powell. O Dow Jones recuou 0,15%, o S&P500, 0,38%, mas o Nasdaq 100 conseguiu recuperar ganhos de 0,17%. Os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano subiram em 8,6 pontos-base, a 1,87%.

Texto: Clara Guimarães
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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