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Metaverso hospedará maioria das reuniões em até três anos, diz Bill Gates

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Metaverso hospedará maioria das reuniões em até três anos, diz Bill Gates

Além de Meta e Microsoft, outras empresas fora do ramo de tecnologia estão investindo no metaverso, como a Nike e a Budweiser

Metaverso hospedará maioria das reuniões em até três anos, diz Bill Gates
fernanda-almeida

Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 9 de dezembro – Refletindo sobre o futuro do trabalho em um post de final de ano em seu blog, o bilionário Bill Gates, cofundador da Microsoft, prevê que dentro de dois ou três anos a maior parte das reuniões online acontecerá dentro do metaverso, um mundo virtual 3D onde avatares digitais poderão trabalhar e socializar.

Para Gates, “a aceleração da inovação está apenas começando” e as pessoas já podem ter uma ideia de como será esse universo, que está sendo construído por companhias como Meta, controladora do Facebook, e a própria Microsoft.

A ideia, segundo Bill Gates, é que eventualmente os avatares sejam usados para encontrar outras pessoas em um ambiente virtual que replique o sentimento de estar de fato junto delas.

Para isso, serão necessários óculos de realidade virtual e luvas, por exemplo, para captar expressões, linguagem corporal e qualidade da voz dos usuários. Como a maioria das pessoas ainda não tem esses aparelhos, a adaptação pode demorar.

No entanto, Gates afirma que a Microsoft tem planos para lançar uma versão provisória já no ano que vem, que usará a webcam para animar os avatares utilizados nas atuais configurações 2D.
Segundo o bilionário, “ainda há muito trabalho a ser feito, mas estamos nos aproximando de um limiar onde a tecnologia começa a, de fato, replicar a experiência de estar junto no escritório”.

No artigo, Bill Gates também abordou as mudanças que a tecnologia deve trazer à educação e à saúde, além de deixar suas perspectivas sobre os eventos de 2021 e listar motivos para seu otimismo em relação a 2022, especialmente no que diz respeito a inovações.

Para Gates, a pandemia trouxe avanços significativos para a tecnologia, “acelerando mudanças que demorariam anos – ou até mesmo décadas”. Ele cita a intensificação de serviços que já existiam, como as videochamadas e aplicativos de entrega e, ainda, “a criação de inovações que representam apenas a ponta do iceberg do que está por vir nos próximos anos”.

Investimentos no metaverso

Além de Meta e Microsoft, outras empresas fora do ramo de tecnologia estão investindo no metaverso, como a Nike, que anunciou em novembro a Nikeland, sua plataforma de interatividade dentro do jogo Roblox.

Outras marcas de moda também vêm explorando o universo virtual, como Vans, Louis Vitton e Balenciaga. Ainda dentro do Roblox, a Gucci vendeu, em junho deste ano, uma bolsa por cerca de R$22 mil – preço acima do comercializado fisicamente.

Seguindo a tendência, a marca americana de cerveja Budweiser anunciou o lançamento de seus próprios tokens não-fungíveis, NFTs, na sigla em inglês, como porta de entrada para o futuro metaverso oficial da empresa, o chamado Budverso.

Texto: Fernanda de Almeida
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Divulgação / GatesNotes

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