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Ômicron protege contra variante delta, sugere estudo da África do Sul

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Ômicron protege contra variante delta, sugere estudo da África do Sul

A infecção pela ômicron também desloca a delta, de acordo com o estudo que tinha como finalidade analisar a gravidade da nova variante

Ômicron protege contra variante delta, sugere estudo da África do Sul
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Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 29 de dezembro– Um estudo realizado na África do Sul indicou que pessoas infectadas pela variante ômicron do coronavírus podem desenvolver maior proteção imunológica contra a delta, além de deslocá-la. O objetivo da pesquisa era analisar previamente a gravidade da ômicron, que foi descoberta pela primeira vez em novembro, na África do Sul.

O estudo contou com 13 participantes, sendo 11 deles pacientes com a ômicron, sete vacinados. Dos imunizados, três tinham esquema vacinal completo com duas doses da Pfizer e BioNTech, e os outros quatro com a dose única da Johnson&Johnson.

Em um intervalo de duas semanas, a resposta imunológica dos infectados com a nova variante mostrou um aumento de até quatro vezes na proteção contra a delta e de 14 vezes no bloqueio da reinfecção pela ômicron.

Não há certeza, segundo os cientistas, sobre o responsável pela maior proteção. Pode ser devido aos anticorpos gerados pela ômicron, imunização ou imunidade por infecção anterior. As pessoas vacinadas obtiveram maior defesa contra a doença.

Se confirmados os dados descobertos no estudo, de acordo com os cientistas, “a incidência da doença grave covid-19 seria reduzida e a infecção pode mudar para se tornar menos prejudicial para os indivíduos e a sociedade”. A pesquisa ainda não foi revisada por outros especialistas, mas as descobertas foram divulgadas devido à urgência da pandemia.

Estudos indicam menor gravidade

A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido realizou pesquisas que revelaram que os infectados pela ômicron desenvolvem uma forma mais leve da doença, quando comparados com as pessoas que contraem a delta. A probabilidade dos contaminados pela nova variante precisarem de internação é 50% a 70% menor em relação aos casos de delta.

O órgão destacou que os resultados são preliminares e baseados em um pequeno número de hospitalizações atualmente, além do fato de a contaminação dos idosos, mais vulneráveis, ainda ser baixa.

Pesquisadores da África do Sul apontaram ainda que os estudos mostram que a chance de desenvolvimento de sintomas graves em pacientes com a nova variante é 70% menor na comparação com os infectados pela delta, mas epidemiologistas alertaram que os hospitais podem mesmo assim sofrer sobrecarga, diante da alta transmissibilidade da ômicron.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Stéfanie Rigamonti e Renato Carvalho
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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