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Tensão na Ucrânia: EUA colocam centenas de tropas de prontidão

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Tensão na Ucrânia: EUA colocam centenas de tropas de prontidão

A movimentação de soldados russos na fronteira com a Ucrânia tem levado os EUA e outras potências ocidentais a ficarem em alerta

Tensão na Ucrânia: EUA colocam centenas de tropas de prontidão
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 24 de janeiro – A escalada da tensão na fronteira entre Ucrânia e Rússia ganhou novos capítulos nesta segunda-feira e é o principal foco dos investidores hoje, já que a crise está fazendo preço no mercado exterior. Nesta tarde, o Pentágono anunciou que centenas de tropas americanas foram colocadas à espera para potencialmente serem enviadas à região, segundo o The Wall Street Journal.

De acordo com o veículo, não se sabe sob que circunstâncias os Estados Unidos enviariam tropas ao local do conflito, mas fontes disseram que a ideia é mandar um sinal à Rússia de que o país poderia reforçar a defesa dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, rapidamente.

A movimentação de soldados russos no Leste Europeu tem levado potências ocidentais a ficarem em alerta. No domingo, os EUA ordenaram a retirada de familiares de funcionários americanos da embaixada do país na Ucrânia. Hoje, o Reino Unido e a Austrália seguiram a mesma decisão.

Mais cedo, em entrevista coletiva, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson afirmou que as informações trazidas pela inteligência sobre a Rússia são “sombrias”, mas que espera a resolução pacífica para o conflito. O premiê afirmou que há 60 batalhões da Rússia próximos à fronteira com a Ucrânia, e que isso seria suficiente para o Kremlin lançar uma “guerra-relâmpago” para invadir a capital Kiev.

Enquanto isso, a Otan informou em comunicado que os países do tratado “estão pondo as forças em estado de alerta e enviando navios e caças adicionais para deslocamentos no Leste Europeu, reforçando a dissuasão e a defesa”.

Já a Dinamarca anunciou que a União Europeia prepara sanções econômicas à Rússia “nunca antes vistas”, segundo a Reuters.

Perto das 17h15, as bolsas americanas arrefeciam as quedas observadas mais cedo. Depois de despencar mais de 3%, registrando hoje maior queda diária em 19 meses, o S&P500 caía 1,46%, o Dow Jones recuava 1,19%, enquanto o Nasdaq 100 perdia 1,14%.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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