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Acordo nuclear do Irã em negociação pode causar risco baixista para petróleo e inflação

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Acordo nuclear do Irã em negociação pode causar risco baixista para petróleo e inflação

As exportações de petróleo do Irã caíram de forma pronunciada desde que os Estados Unidos aplicaram sanções à economia local

Acordo nuclear do Irã em negociação pode causar risco baixista para petróleo e inflação
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 10 de fevereiro – A remodelagem do acordo nuclear firmado em 2015 entre os Estados Unidos e o Irã, em fase final de negociações nesta semana na Áustria, pode se revelar um risco baixista ao petróleo e à inflação de energia por estar ligado ao alívio de sanções econômicas, o que aumentaria a oferta da commodity.

O acordo parece estar sendo negociado com limitações mais moderadas ao enriquecimento de urânio pelo Irã do que as previstas em 2015 — que foram desrespeitadas pelo país árabe. A alternativa, no entanto, também não parece boa para a geopolítica mundial, já que, sem acordos, o Irã continuará a sofrer com sanções econômicas, mas poderá seguir seu programa nuclear doméstico sem restrições, o que colocaria o país entre as nações detentoras de bombas nucleares ainda mais cedo.

As exportações de petróleo do Irã caíram de forma pronunciada desde que os Estados Unidos aplicaram sanções à economia local por conta do avanço do programa nuclear do país do Oriente Médio.

Apesar de não divulgar oficialmente dados sobre exportação de petróleo, agências especializadas estimam que em 2018, por exemplo, o Irã tenha entregado cerca de 2,8 milhões de barris por dia ao mercado global. Em 2020, esse número não atingia os 200 mil barris por dia.

Segundo relatório divulgado hoje pela Opep+, o Irã é o quinto maior produtor de petróleo do cartel, com capacidade de 2.405 milhões de barris por dia. Segundo a Reuters, um acordo poderia imediatamente inserir cerca de um milhão de barris por dia no mercado, aumentando a oferta global em cerca de 1%, número que poderia crescer ao longo deste ano.

As negociações para um novo acordo começaram em abril do ano passado, e passam para a fase final nesta semana na Áustria, de acordo com a agência Al Jazeera. China, Rússia, França, Alemanha e Reino Unido estão envolvidos nas conversas.

Após o Índice de Preços ao Consumidor, IPC, nos EUA de janeiro atingir 7,5% ao ano, patamar recorde em quatro décadas, um eventual acordo se torna esperança para os investidores de que a inflação possa recuar.

Perto das 14h desta quinta-feira, o petróleo tipo Brent acelerava a alta para 1,58%, a US$93 por barril.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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