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Agenda macro pode trazer volatilidade aos mercados nesta semana

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Agenda macro pode trazer volatilidade aos mercados nesta semana

Mercados estreiam 2022 com apetite por risco, mas agenda macroeconômica pesada ao longo da semana pode trazer mais volatilidade

Agenda macro pode trazer volatilidade aos mercados nesta semana
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 3 de janeiro – Os mercados globais iniciam 2022 com viés positivo, especialmente com impulso da montadora Tesla após resultados melhores do que o esperado. Mas incertezas acerca da variante ômicron ainda seguem no radar, bem como a agenda macroeconômica pesada ao longo da semana, que pode trazer mais volatilidade.

Na agenda de hoje, o destaque é o PMI Industrial dos Estados Unidos, com expectativa de um leve recuo de 58,3 pontos para 57,8 pontos, mas ainda bem acima dos 50 pontos, o que representa expansão.

Na Europa, os PMIs vieram em linha com o consenso, também acima do patamar dos 50 pontos, dando fôlego para as bolsas do velho continente renovarem recordes no primeiro pregão do ano.

Os índices futuros nos Estados Unidos operam com alta de 0,6% em média, puxados pelo Nasdaq, que repercute também o resultado positivo da Tesla no último trimestre do ano passado. Segundo a companhia, foram entregues mais de 308 mil unidades nos últimos três meses de 2021, superando amplamente o consenso do mercado.

A variante ômicron segue como ponto de atenção, especialmente após as festas de fim de ano, que devem fazer com que os casos pelo mundo aumentem, elevando receios por novas restrições. Por outro lado, estudos recentes confirmam a percepção de que a nova variante é menos agressiva do que as anteriores.

No Brasil, os investidores aguardam mais informações sobre a internação do presidente Jair Bolsonaro, que foi levado a um hospital de São Paulo após sentir “dores abdominais”. Segundo a Secretaria de Comunicação do Planalto, Bolsonaro está “bem” e fará exames.

A agenda da semana ainda reserva a produção industrial e inflação ao produtor do Brasil, ambos referentes a novembro. Nos Estados Unidos, na sexta-feira, sairá o Payroll, o relatório de emprego urbano, e a ata da última reunião do Federal Reserve, na quarta-feira. Na Europa, destaque para os dados de inflação, desemprego e do varejo também na sexta-feira.

Bolsa brasileira

O Ibovespa deve abrir em alta, seguindo a tendência observada no exterior e em dia de agenda esvaziada, mas a baixa liquidez ainda pode trazer mais volatilidade. O índice EWZ operava em alta de mais de 1% no pré-mercado de Nova York.

Câmbio

A moeda americana deve abrir em leve viés de baixa, seguindo a desvalorização do Índice Dólar DXY de 0,2% nesta manhã. No último pregão do ano passado, o dólar futuro derreteu mais de 2% e fechou o ano cotado a R$5,611. Hoje o Banco Central começa a rolagem de contratos de swap que vencem em março.

Juros

O mercado de juros deve seguir a tendência do câmbio e abrir em baixa.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Gustavo Bonato e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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