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Ânimo por reforma severa faz Bolsa firmar 98 mil pontos em novo recorde

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Ânimo por reforma severa faz Bolsa firmar 98 mil pontos em novo recorde

Expectativa por texto duro de reforma da Previdência e alta de ações de bancos elevaram o mercado de ações pelo quinto pregão seguido

Ânimo por reforma severa faz Bolsa firmar 98 mil pontos em novo recorde
tcuser

Atualizado há mais de 3 anos

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O Ibovespa dá sequência ao rali de janeiro, amparado por novidades a respeito da reforma da Previdência que endossam a perspectiva de um ajuste fiscal severo, capaz de amenizar a trajetória explosiva das contas públicas. Circulou no mercado a informação obtida pelo Broadcast de que a proposta de emenda constitucional para a reforma da Previdência prevê idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres, após um período de transição, além de elevar o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos. O texto final da proposta será apreciado por Jair Bolsonaro e o governo deve enviá-lo ao Congresso neste mês.

 

Isso ajudou o índice Bovespa a superar os ruídos da eleição tumultuada no Senado Federal e fechar em alta de 0,74%, pelo quinto pregão seguido, marcando nova máxima histórica de fechamento a 98.588 pontos. Mesmo com aliados do governo nas presidências da Câmara e do Senado, analistas advertem para certa volatilidade nos mercados em fevereiro, entre o debate político das reformas e as incertezas no cenário internacional. O banco americano JPMorgan vê 80% de chance de aprovação da reforma da Previdência.

 

O novo recorde da bolsa contou com um empurrão do setor financeiro. As ações de Banco do Brasil e Itaú Unibanco atingiram máximas históricas intradiárias ao longo do dia graças ao otimismo dos investidores quanto aos resultados do setor no quarto trimestre. Depois de boas novas do Bradesco, cresce a aposta por números favoráveis do Itaú, que apresenta nesta noite seu balanço referente ao período de outubro a dezembro de 2018. As ações do banco subiram 2,27% e encerraram cotadas a R$39,69.

 

Na contramão, os papéis da Vale, também detentores de grande peso no índice Bovespa, voltaram a puxar a fila das perdas, com desvalorização de 3,39% a R$44,68, o maior recuo desde os 24% da segunda-feira passada. A Justiça determinou que a mineradora deixe de operar em oito barragens, entre elas a de Laranjeiras, na mina de Brucutu, cujo impacto estimado da paralisação é de cerca de 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Sem a referência das cotações da commodity no mercado chinês, fechados nesta semana por conta do Ano Novo Lunar, ou seja, sem saber se os preços estão subindo, as notícias negativas sobre a mineradora tendem a se aglomerar.

 

As novidades sobre a reforma da Previdência repercutiram nos juros futuros, que desaceleraram a alta nos prêmios de risco apurada ao longo da sessão. O contrato com vencimento em janeiro de 2020, por exemplo, ficou quase estável a 6,375%. A subida dos juros refletiu o comportamento do dólar, em linha com a alta global da moeda americana. Nesta semana, o Banco Central brasileiro atualiza o patamar do juro básico do País, a taxa Selic, na quarta-feira, e a projeção majoritária é de manutenção do patamar atual de 6,50% ao ano. O Boletim Focus do BC, que reúne as estimativas de analistas de mercado, cortou a previsão para a Selic de 2019 de 7,00% para 6,50%, mantendo a expectativa para 2020 em 8%.

 

A reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, começa na terça-feira, quando também serão conhecidos novos dados da economia brasileira, como números de serviços, vendas dos supermercados e produção de veículos. A agenda internacional, por sua vez, traz indicadores também de serviços na zona do euro e nos Estados Unidos.

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