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Ata do Copom mantém ‘dureza’ do comunicado e foco em inflação

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Ata do Copom mantém ‘dureza’ do comunicado e foco em inflação

O Banco Central foi duro com os riscos fiscais na ata do Copom e fez críticas à perda de ímpeto das agendas reformistas em Brasília

Ata do Copom mantém ‘dureza’ do comunicado e foco em inflação
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Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 14 de dezembro – A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom, divulgada hoje, mostrou que o colegiado considerou uma alta da taxa Selic superior à realizada na semana passada, de 1,5 ponto percentual, e preocupação com a desancoragem da inflação em ‘todo o horizonte relevante’, reforçando o tom duro adotado já no comunicado.

O Copom elevou a Selic na última quarta-feira para 9,25%. O Banco Central, segundo a ata, vê a taxa avançando “em território contracionista” até 11,75% ao longo de 2022, ano que deve terminar com a taxa básica de juros em 11,25%.

O BC foi duro com os riscos fiscais e com a perda de ímpeto das agendas reformistas em Brasília. “O esmorecimento no esforço de reformas estruturais e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.”

Sobre o cenário internacional, o BC destacou na Ata do Copom alguns pontos de atenção que podem impactar as dinâmicas financeiras locais. Entre os pontos de risco para a atividade, citou a variante ômicron do coronavírus e a situação do mercado imobiliário na China.

Um ponto positivo, que “limita as revisões para cima da inflação”, refere-se à queda nas commodities energéticas. O petróleo acumula queda de cerca de 12% desde o fechamento de outubro.

A atividade econômica do terceiro trimestre esteve ligeiramente abaixo do esperado pelo BC, e os índices de confiança atuais sugerem que o cenário de desaceleração continue no quarto trimestre.

Projeções

Em 2022, o BC vê que o setor agropecuário poderá ajudar no crescimento do Produto Interno Bruto, mas a alta de juros e os prêmios de risco elevados, decorrentes dos riscos fiscais, impõe dificuldades para a economia do Brasil, diz o documento.

As projeções de inflação do Copom apontam para o IPCA fechando o ano em 10,2%, e atingindo 4,7% em 2022. A alta de preços se mostra mais persistente que o antecipado, com os bens industriais permanecendo em elevação e os serviços acelerando, em meio à normalização da economia. Leia aqui o comunicado completo.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gustavo Bonato
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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