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Atualizado há 3 dias

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Brasília, 14 de outubro – O Banco Central não alterou a forma como intervém no mercado de câmbio e não mira níveis para o dólar, afirmou a diretora de Assuntos Internacionais do banco, Fernanda Guardado, em uma referência aos recentes leilões adicionais mais robustos de swap cambial anunciados ontem e hoje como forma de frear o ímpeto da divisa americana.

“Vamos intervir quando virmos grande fluxos ou um mercado muito irracional ou pressões que acreditemos que requerem uma intervenção do Banco Central para conceder alívio. Mas nós não mudamos nada”, reforçou ela, em evento remoto em inglês promovido pela XP Investimentos.

Na véspera, o Banco Central anunciou leilões extras de swap cambial, totalizando US$2 bilhões, como forma de atenuar as perdas do real ante o dólar. O movimento, entretanto, não fora suficiente para atenuar o movimento da moeda americana. Os contratos de dólar futuro caminhavam hoje para encerrar o pregão em alta.

Guardado também lembrou que quando a autarquia anunciou os leilões adicionais de swap, em setembro, como forma de atenuar os efeitos do desmonte do chamado de “overhedge”, proteção cambial adicional, sua comunicação enfatizava a observância desse fluxo, que pesaria sobre o mercado.

Pelo desmonte do “overhedge”, instituições financeiras demandam a moeda americana, o que pode pesar contra o real. Os leilões adicionais têm ocorrido às segundas e quartas-feiras.

Ritmo do Banco Central

Sobre política monetária, a diretora esclareceu que o Banco Central encontra-se “confortável” com o atual ritmo de alta da taxa Selic, como são conhecidos os juros básicos, em 100 pontos-base por reunião. Segundo ela, os modelos da instituição indicam convergência da inflação à meta em 2022.

Apesar disso, ressaltou que por encontrar-se em um cenário volátil, não está fora da mesa eventual discussão de alteração do ritmo. “Mas estamos bastante confortáveis que nosso ritmo e ciclo será suficiente.”

Ela também ressaltou, em sua segunda aparição pública na semana, que o Banco Central está comprometido em trazer a inflação de volta à meta em 2022.

Texto: Gabriel Pontes
Edição: Angelo Pavini e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover


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