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Banco Central sinaliza que depende de ajuda na parte fiscal, diz especialista

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Banco Central sinaliza que depende de ajuda na parte fiscal, diz especialista

Segundo o estrategista-chefe da RB Investimentos, o Banco Central sinaliza que precisa de empenho da classe política para controle de gastos

Banco Central sinaliza que depende de ajuda na parte fiscal, diz especialista
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Atualizado há 5 meses

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Rio de Janeiro, 9 de dezembro – O Comitê de Política Monetária do Banco Central sinalizou ontem que precisa de empenho da classe política no controle de gastos que pressionam a inflação, avaliou Gustavo Cruz, economista e estrategista-chefe da RB Investimentos, em entrevista à TC Rádio.

“O Copom parece que está desabafando, afirmando que é criticado, com a inflação acima da meta, mas ninguém colabora com a parte fiscal. A autoridade monetária não deveria se preocupar com isso, tem em vista que a parte fiscal, que poderia auxiliá-la, não está endereçada”, afirmou.

Ontem o Banco Central aumentou a taxa Selic pela sétima reunião consecutiva, elevando o juro a 9,25%. O comunicado contratou mais uma alta de 1,5 ponto percentual em fevereiro e possivelmente de 1 ponto em março, avançando em direção mais contracionista.

Ao vivo no programa Espresso da Manhã, Cruz comentou o crescimento de 43% no número de investidores na bolsa brasileira no primeiro semestre de 2021 ante o mesmo período de 2020. Ele acredita que o brasileiro começou a entender que existem outros investimentos na prateleira além da renda fixa e que o ano eleitoral será decisivo para mudar o portfólio do investidor.

“O que você percebe é que os brasileiros, olhando para o ano eleitoral, entendem que não precisam apostar somente no Brasil. Se em 2023 todo mundo vai voltar a alocar aqui dentro, vamos ver com o tempo, mas a tendência é que não”, disse.

Crescimento econômico

O Produto Interno Bruto do Brasil no terceiro trimestre teve queda sequencial de 0,1%, o que levou o país ao quadro de recessão técnica. “Se o PIB não apontar para uma recessão em 2022, vai trazer uma alta bem tímida. Devemos ter consumo mais tímido, com a inflação retirando poder de compra da população”, afirmou.

Ainda assim, ele fez apostas para o setor de agronegócio, que deve surpreender positivamente, depois da contração do terceiro trimestre, apostando que será difícil a repetição do cenário de crise hídrica. Expectativa de aquecimento econômico, segundo ele, é para o segundo semestre do ano que vem.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Lucia Boldrini
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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