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BC eleva taxa Selic e sinaliza alta menos intensa nos próximos meses

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BC eleva taxa Selic e sinaliza alta menos intensa nos próximos meses

Com o ajuste de 1,5 ponto percentual, a taxa básica Selic volta aos dois dígitos e se situa no maior nível desde maio de 2017

BC eleva taxa Selic e sinaliza alta menos intensa nos próximos meses
tcuser

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 2 de fevereiro – O Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom, elevou nesta quarta-feira a taxa básica de juros da economia, a Selic, em linha com o esperado, mas indicou redução no ritmo de altas ao longo do ano, apesar de preocupações com a alta da inflação.

A alta, a oitava desde o início do ciclo de ajuste em março passado, foi de 1,5 ponto percentual, para 10,75%, em linha com pesquisa feita pela Mover com 16 analistas. Com o ajuste, a taxa básica Selic se situa no maior nível desde maio de 2017.

Diferentemente dos comunicados anteriores, quando comprometia-se com ajustes para as reuniões imediatamente seguintes, o comunicado desta quarta-feira incluiu um cenário em que a Selic encerrarão o primeiro semestre em 12%. O Copom deixou em aberto o ritmo em que distribuiria o 1,25 ponto percentual restante no aperto.

“O comunicado do BC mostra que está no fim do ciclo de ajuste, em passos mais lentos, e não que o BC está tranquilo com a inflação”, disse o economista-chefe da Quantitas Asset, Ivo Chermont, em entrevista à TC Rádio.

De olho na inflação

Para o segundo semestre de 2022, o BC sinalizou uma redução nos juros, já que o ano terminaria com taxa Selic em 11,75%. Ao final de 2023, a taxa básica cairia para 8,00%.

O Copom disse que a decisão “é compatível” com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e a partir de agora, em grau maior, 2023.

Em seu cenário básico, o BC alterou a projeção para a inflação medida pelo IPCA para este ano, de 4,7% para 5,4%, acima do teto da meta oficial, de 5,0%. As projeções para o IPCA em 2023 mantiveram-se em 3,2%, ante teto da meta de 4,75%. O BC também previu que os preços administrados devem avançar 6,6% neste ano, ante previsão anterior, de 3,8%.

“O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, disse o comunicado.

Desde o início do ciclo de normalização dos juros em março do ano passado, quando a Selic estava em 2,00%, o BC já elevou os juros em 8,75 pontos percentuais. A Selic está agora em dois dígitos pela primeira vez em quatro anos e meio.

O Copom citou ainda um cenário externo menos favorável, com indicação de maior aperto monetário nos países desenvolvidos nos próximos meses, mencionando, especificamente, os Estados Unidos.

*Texto com atualização de informações

Texto: Angelo Pavini e Gabriel Ponte
Edição: Gustavo Bonato e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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