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Bitcoin tem alta procura na Rússia em meio a sanções

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Bitcoin tem alta procura na Rússia em meio a sanções

Em meio ao caos financeiro na Rússia, a população têm recorrido a criptomoedas, o que explica em parte a valorização do Bitcoin na semana

Bitcoin tem alta procura na Rússia em meio a sanções
stefanie-rigamonti

Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 2 de março – O volume de negociações com o Bitcoin e outras criptomoedas em rublo russo bate recordes, à medida que a guerra perpetrada pelo presidente russo, Vladimir Putin, contra a Ucrânia avança, e em meio ao aumento de sanções pelo Ocidente que tentam sufocar o sistema financeiro da Rússia.

No dia em que a guerra começou, na última quinta-feira, 24, o volume de Bitcoin negociado aumentou para quase 1,5 bilhão de rublos, no nível mais alto em nove meses, conforme levantamento feito pela Kaiko, empresa de dados sobre criptomoedas com sede em Paris, e publicado pelo portal CoinDesk.

Já na última segunda-feira, 28, após as sanções de países ocidentais tomarem maior proporção, com a retirada de alguns bancos russos do sistema de pagamentos internacional Swift, no sábado, o volume de negociações do par rublo/USDT, criptomoeda com lastro em dólar, bateu recorde histórico na Rússia. O montante chegou a US$34,94 milhões, 519% maior que a média diária de 2022, segundo dados da Arcane Research.

As cada vez mais duras sanções dos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia contra a Rússia, na tentativa de conter o avanço de Putin na Ucrânia, têm prejudicado os bancos russos e afetado a rotina dos locais, que enfrentam dificuldades para sacar rublos. Isso acontece porque a alta procura para retirar dinheiro dos bancos inviabiliza as instituições de terem dinheiro físico de uma só vez para entregar aos clientes.

Com isso, os russos têm recorrido cada vez mais às criptomoedas, num movimento que explica, em parte, a valorização de mais de 12% do Bitcoin nesta semana.

Entretanto, os países que compõem o G7 e a Comissão Europeia estão investigando se criptoativos estão sendo utilizados para contornar as sanções econômicas impostas ao governo e empresas russas, segundo manifestação de Christian Lindner, ministro das finanças da Alemanha.

Do outro lado

No lado da Ucrânia, a procura pelo Bitcoin também tem sido alta. Além disso, doações de criptoativos por pessoas e empresas ao país já ultrapassaram os US$30 milhões em Bitcoin, Ethereum, Polkadot, USDT, tokens não-fungíveis, ou NFTs, entre outros ativos.

Com isso, a Ucrânia abriu carteiras oficiais criptos e, inclusive, fará um airdrop, ou doação, de criptoativos aos doadores para incentivar os depósitos, conforme publicação oficial hoje no Twitter.

A doação de moedas digitais para causas de diferentes espectros e mobilizações políticas têm sido cada vez mais comum, à medida que as criptomoedas são descentralizadas, independentes e internacionais, por isso, conseguem fugir à censura de governos, sendo impossível impedir alguma transação.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Nicolas Nogueira
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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