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Bitcon em queda, investidores estrangeiros, Shein: Mais Lidas

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Bitcon em queda, investidores estrangeiros, Shein: Mais Lidas

A queda do Bitcoin e do mercado cripto esteve no radar dos investidores durante a semana; confira essa e outras notícias mais lidas

Bitcon em queda, investidores estrangeiros, Shein: Mais Lidas
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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 10 de abril– Em uma semana marcada por pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve e pela divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto, FOMC, que apresentou um tom duro, com a sinalização de maior aperto monetário nos Estados Unidos, o Bitcoin e o mercado de criptoativos sofreram quedas. A notícia foi uma das mais lidas no portal da Mover nesta semana.

Ainda no cenário internacional, outro assunto que chamou muita atenção dos leitores foi uma reportagem exclusiva do Scoop by Mover, que revelou como diretores de grandes gestoras globais enxergam as oportunidades oferecidas pelo Brasil, durante discussões que ocorreram em uma reunião realizada na Califórnia em 13 de março. O evento teve como foco procurar soluções estratégicas para realocar investimentos diante do cenário de guerra entre Rússia e Ucrânia.

No Brasil, o avanço da gigante chinesa do varejo de moda Shein, e o impacto dessa expansão sobre os pequenos empreendedores e as empresas brasileiras do setor, também foi um assunto bastante lido no portal da Mover nesta semana. Confira com detalhes as notícias mais lidas!

Recuo do Bitcoin

Na manhã da última quarta-feira, 6, o Bitcoin caiu quase 4% em 24h na Coinbase após um pronunciamento da vice-presidente do Federal Reserve, Lael Brainard, na véspera, que adotou um tom bastante duro ao dizer que a autoridade monetária teria que tomar medidas rápidas para conter a inflação nos EUA, a maior dos últimas 40 anos.

No fim desse mesmo dia, a ata sobre a última reunião do comitê decisório de juros nos EUA, que aconteceu em março, veio em linha com o discurso de Brainard. O documento  sinalizou que o ritmo de alta da taxa básica de juros do país pode ser acelerado, “particularmente se pressões inflacionárias continuarem elevadas ou se intensificarem”.

O Fed informou também que deverá reduzir rapidamente seu balanço patrimonial, atualmente em torno de US$9,0 trilhões, medida que diminui a liquidez do mercado.

Todas essas sinalizações de maior aperto monetário nos EUA impactaram os ativos de risco no país, como as empresas de tecnologia e o mercado de criptoativos. Como resultado, o Bitcoin acumulou queda nesta semana de mais de 7%.

Investidores estrangeiros

E em meio à grande aversão ao risco no exterior, a bolsa de valores brasileira acabou sendo impactada negativamente, amargando o pior desempenho semanal do ano. Antes de quarta-feira, contudo, apenas três dos últimos 14 pregões na B3 fecharam no vermelho.

O bom momento que tem sido observado na bolsa brasileira desde o início de 2022 se deve à entrada de investimentos estrangeiros no Brasil. Mas que tipo de investidores são esses que estão alocando dinheiro ao país?

Traders das mesas institucionais de bancos internacionais, como Credit Suisse e Morgan Stanley, contaram ao colunista da Mover Guillermo Parra-Bernal que receberam diversas visitas de fundos estrangeiros em fevereiro e março, quiçá refletindo o interesse de se posicionar de maneira oportunista no Brasil.

“Nos parece claro que este fluxo, que mudou o patamar da bolsa em 2022, tem uma característica predominantemente de ‘fast money’ e passivo”, disse a mesa do Credit Suisse em nota a clientes. Em resumo, o “fast money” fez o que sabe fazer bem: viu a oportunidade, chegou rápido e surfou o rali.

A verdade é que o “smart money” –  verdadeira força que influencia e movimenta os mercados financeiros globais, e cuja alma é o grande investidor instituicional transnacional – está receoso quanto ao país.

Fontes presentes em uma reunião com diretores de grandes gestoras globais, como Goldman Sachs Asset Management e BlackRock, que ocorreu em 13 de março, na Califórnia, revelaram ao Scoop by Mover que, para o retorno desse tipo de investidor estrangeiro ao Brasil fazer sentido, o dinheiro precisa ficar no país por anos.

Afinal, o Brasil não é para amadores, nem para impacientes sinalizou a Pimco, maior gestora global de títulos de dívida, em conversa com o maior fundo de pensão dos Estados Unidos, o CalPERS, durante essa mesma reunião.

Entre os pontos de desconfiança no país está o cenário político incerto, com o presidente Jair Bolsonaro adotando postura duvidosa em relação ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, por exemplo, e a disputa eleitoral polarizada entre Bolsonaro e o ex-presidente e líder esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva. Leia mais aqui.

Shein

Saindo do cenário internacional e entrando no mercado local, outro assunto que ficou no radar dos investidores esta semana foi uma reportagem especial da Mover, que mostrou como a popularização e o crescimento da varejista de moda chinesa Shein podem representar uma ameaça para o setor no Brasil.

O BTG Pactual projetou que a Shein chegará a R$2 bilhões em vendas no Brasil apenas neste ano. Nesse cenário, os pequenos empreendedores não têm condições de competir com o marketing e os preços da chinesa, segundo analistas, diferente de grandes companhias do varejo, como Renner, Riachuelo e C&A, que por ora não devem ser afetadas.

De acordo com dados que a Mover teve acesso, a presença da gigante chinesa no país deve prejudicar, no curto prazo, sobretudo os lojistas de grandes centros comerciais, como os da famosa Rua José Paulino, no bairro do Bom Retiro, localizado no centro de São Paulo.

Mas não é por isso que o futuro das grandes companhias brasileiras do setor está garantido. Saiba mais aqui.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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