IBOV

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+2,27%

SP500

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+0,26%

DJIA

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+0,15%

NASDAQ

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+0,43%

IFIX

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-0,16%

BRENT

US$ 86,05

+0,07%

IO62

¥ 701,50

+1,14%

TRAD3

R$ 6,00

-4,76%

ABEV3

R$ 15,27

+1,80%

AMER3

R$ 34,31

+1,75%

ASAI3

R$ 16,13

+0,12%

AZUL4

R$ 29,36

+0,58%

B3SA3

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BIDI11

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+5,18%

BBSE3

R$ 22,44

+3,55%

BRML3

R$ 7,27

+1,25%

BBDC3

R$ 17,69

+1,60%

BBDC4

R$ 20,76

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BRAP4

R$ 52,64

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BBAS3

R$ 29,51

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BRKM5

R$ 56,03

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BRFS3

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BPAC11

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CRFB3

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CCRO3

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CMIG4

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HGTX3

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CIEL3

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CPLE6

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R$ 21,78

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CPFE3

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Atualizado há mais de 2 anos

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Enfim, 100 mil pontos. O índice Bovespa atingiu a marca histórica na tarde desta segunda-feira, no início de uma semana carregada de eventos importantes. Internamente, a expectativa é que a proposta de mudanças nas aposentadorias de militares chegará ao Congresso na quarta-feira, atendendo o apelo de deputados para dar sequência à tramitação da reforma da Previdência. No mesmo dia no exterior, o Federal Reserve, o banco central americano, atualiza a política monetária dos Estados Unidos. Investidores estarão de olho nas projeções do Fed para o rumo do juro básico diante dos sinais de desaceleração global. Sob a percepção de que o BC dos EUA adotará a mesma postura flexível de outros bancos centrais globais, as bolsas e commodities subiram, favorecendo o Ibovespa. Também com a ajuda das ações de Ambev e Petrobras, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,86% a 99.993 pontos, tendo chegado nos inéditos 100.037 pontos ao longo do pregão pela primeira vez na história.

 

O Banco Central brasileiro também se reúne nesta semana. Pela primeira sob a presidência de Roberto Campos Neto, o Comitê de Política Monetária do BC, o Copom, definirá o patamar da taxa Selic, atualmente na mínima histórica de 6,50% ao ano desde março de 2018. Os analistas consultados pelo Relatório Focus preveem que o juro seguirá assim neste ano, subindo para 7,75% ao longo de 2020 – menos do que os 8,00% previstos há uma semana. Já as estimativas para o crescimento do PIB brasileiro em 2019 caíram de 2,28% para 2,01%. A propósito, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, espécie de prévia do PIB, caiu 0,41% em janeiro ante dezembro, frustrando analistas. Mesmo com o juro baixo, a atividade segue engessada, o que abre espaço para alguma aposta de corte adicional da Selic. Ao fim do dia, os juros futuros caíram em bloco, com o contrato para janeiro de 2020 recuando 2,5 pontos-base para 6,350%. Os contratos acompanharam a queda de 0,54% do dólar futuro frente ao real, cotado a R$3,795, em reflexo da baixa global da divisa e de fluxo de recursos de investidores, coincidindo com a chegada aos inéditos 100 mil pontos na bolsa.

 

Por que os 100 mil pontos simbolizam tanto? Para alguns gestores, trata-se de uma ressurreição do setor privado após anos de políticas econômicas intervencionistas e erráticas. O ápice da renda variável neste início de 2019 sintetiza um funcionamento mais adequado do mercado de capitais, o que beneficia a valorização de empresas diante do baixo custo de capital, com a Selic na mínima de 6,50% e, o mais importante, sem pressões inflacionarias à vista. Logo, essa alta, se sustentável, deve canalizar a poupança das pessoas que querem rentabilizar seu patrimônio para atividades produtivas com boas perspectivas de crescimento. A bandeira liberal vitoriosa na eleição de 2018 sedimentou os sinais de mudanças em empresas estatais, emitidos desde o impeachment de Dilma Rousseff no segundo semestre de 2016, em prol de melhores práticas e menor presença do governo. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, trouxeram um recado claro na direção de reformas estruturantes para o ajuste fiscal, desburocratização e venda de estatais.

 

Em resposta, uma onda de otimismo tem irradiado no setor privado, ciente da oportunidade de voltar a assumir as rédeas do próprio destino. Quem havia postergado decisões de investimentos na pessoa física e na jurídica voltou a colocar a mão no bolso, e a economia trotando prestes a galopar viu sua retomada antecipada nos sucessivos recordes do índice Bovespa desde janeiro. Não à toa, os anos de crise serviram como incentivo à lição de casa, com empresas reduzindo seu endividamento e racionalizando suas atividades, para agora usufruírem da melhora operacional. Em suma, na visão de investidores, este é só o começo.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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