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SP500

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DJIA

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NASDAQ

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IFIX

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BRENT

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IO62

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Atualizado há mais de 2 anos

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Na primeira semana de junho, o Ibovespa subiu e o dólar e os juros registraram queda, apesar dos desafios e das tensões tanto no Brasil, quanto mundo afora. O investidor que manteve a calma em meio ao noticiário muitas vezes confuso deve ter surfado na retração da aversão global ao risco e nos menores solavancos da política brasileira com algum sucesso. Os riscos e ruídos, contudo, persistem. Embora os bancos centrais das maiores economias do mundo tenham sinalizado um possível suporte para frear a desaceleração global, cada vez mais investidores admitem que qualquer auxílio desse tipo será limitado, deixando os ativos de risco – como os brasileiros – mais vulneráveis à volatilidade.

 

As ameaças do presidente Donald Trump aos principais parceiros comerciais dos EUA têm ajudado a fortalecer o dólar, às custas do iuan chinês e do euro. Com a possibilidade de que Trump faça jus à promessa de sobretaxar as exportações do México em 5% a partir da segunda-feira caso este não resolva a questão da imigração ilegal, as disputas se tornarão o pior risco para a estabilidade global. No entanto, no meio da tarde, Trump tuitou que ‘há boas chances de haver acordo com o México’. E já que falamos nos EUA, os dados de criação de empregos por lá, que vieram abaixo do consenso, fizeram dobrar as apostas de que o Federal Reserve pode mexer nos juros para estimular a economia americana. Como resultado, as bolsas de Nova Iorque avançaram e o Ibovespa pegou carona. A bolsa brasileira subiu pelo terceiro dia em quatro, alta de 0,63%, e câmbio e juros recuaram com força.

 

Mas não é somente do exterior que os nossos pregões se alimentam. Além da decisão do Supremo Tribunal Federal de ontem, que tirou do ambiente uma fonte de insegurança jurídica quanto às privatizações, o mercado reagiu bem a uma plêiade de notícias favoráveis a empresas: Petrobras está retomando com força o plano de desinvestimentos; após sofrerem com temores de uma recuperação judicial da Odebrecht, as ações de bancos recuperaram parte dos tombos de dias recentes. O câmbio, que nesta semana mergulhou 1,31%, fechou em queda de 0,08% nesta sexta-feira, a R$3,883. O IPCA bem abaixo do consenso e os dados frouxos de emprego privado nos EUA empurraram os DIs, com o contrato para janeiro próximo precificando corte de 25 pontos-base na Selic a partir do quarto trimestre.

 

Na semana, o índice Bovespa avançou 0,82% – liderado pelas aéreas Gol PN e Azul PN, que dispararam 11,12% e 11,38%, respectivamente – graças à queda do dólar. Na ponta negativa, Braskem liderou, com tombo de mais de 23% após o fracasso das tratativas para sua venda à LyondellBasell. A semana que vem será decisiva para a Odebrecht, controladora da Braskem e devedora de mais de R$40 bilhões em empréstimos ao seis maiores bancos do país, para avançar no refinanciamento da sua dívida e evitar uma recuperação judicial. Um evento de crédito como este poderia impactar negativamente o cenário corporativo brasileiro e colocar em dúvida a efetividade do amplo programa de renegociação de dívidas que os bancos puseram em prática entre 2014 e 2017 – quando o país foi golpeado pela pior recessão da sua história.

 

Com tantas incertezas aqui e lá fora, a semana que vem será hora de observar o que os números terão a dizer e de ficar de olho na agenda em Brasília. O Senado deve votar, na terça-feira, o crédito suplementar solicitado pelo governo, no valor de R$248,9 bilhões – mas, para essa votação, senadores precisam limpar da pauta cinco vetos presidenciais. Além disso, o relator da Reforma da Previdência havia prometido a apresentação do texto final na próxima semana, depois de adiar o prazo estipulado por ele.

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