IBOV

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DJIA

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NASDAQ

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IFIX

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BRENT

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IO62

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TRAD3

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-8,56%

ABEV3

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-0,72%

AMER3

R$ 33,72

-4,36%

ASAI3

R$ 16,11

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AZUL4

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B3SA3

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BBSE3

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BBDC3

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Atualizado há mais de 2 anos

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A bolsa engatou firme recuperação após as perdas de 5% na semana passada. O vaivém de ruídos políticos voltou a marcar presença com o adiamento da ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição e Justiça desta terça-feira para quarta-feira que vem, citando ausência de definição de relator da reforma da Previdência. Logo depois do cancelamento da visita de Guedes, o índice Bovespa chegou a anular os ganhos antes de retomar com vigor a valorização até o fim do pregão.

 

Esse sobe-e-desce da bolsa ao sabor da política tende a prosseguir ao longo da tramitação do projeto de mudança das regras de aposentadorias, pauta crucial para o equilíbrio das contas públicas. Mesmo assim, prevalece entre investidores a visão de que a reforma é inexorável, superior ao presidente Jair Bolsonaro, e que dará certo no fim das contas.

 

O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,76% a 95.306 pontos, com destaque para as blue chips – como são chamadas as ações mais líquidas do índice – Petrobras e Vale, que subiram 4,72% – maior alta desde o início de janeiro – e 1,47%, respectivamente. A maior produtora de minério de ferro do mundo apresenta amanhã antes da abertura do mercado seus resultados do quarto trimestre.

 

Já o dólar futuro avançou 0,66% frente ao real, cotado a R$3,877 na B3, e os juros futuros acompanharam o movimento e incrementaram prêmios de risco na curva de vencimentos em sessão instável: o contrato para janeiro de 2020 se elevou em 3 pontos-base a 6,485%. Mesmo após o convite para Guedes ir à CCJ no próximo dia 3 de abril, o ambiente político segue inspirando cautela, o que justificou a busca por posições defensivas. A notícia de que líderes de mais de 10 partidos divulgaram nota de apoio à reforma da Previdência traz a ressalva de modificações, como a remoção do texto do benefício de prestação continuada, o BPC, e da aposentadoria rural, prenunciando a dificuldade de o projeto conseguir a economia fiscal de R$1 trilhão.

 

De todo modo, o Banco Central concluiu em ata referente ao encontro de política monetária da semana passada que tanto o ritmo de recuperação da economia como a sustentabilidade da taxa de juros no menor patamar histórico dependerão da aprovação de reformas estruturais – especificamente a da Previdência. Ou, nas palavras de Marcos Mollica, gestor da Opportunity Asset: “A famosa tese da recuperação cíclica sobreviveria sem reforma da Previdência? Infelizmente a economia não segue uma trajetória pré-determinada em função do passado. Expectativas sobre o futuro são fundamentais”.

 

No exterior, uma rodada de fracos indicadores econômicos nos Estados Unidos afastou as bolsas americanas das máximas do dia, mas mesmo assim os índices Dow Jones e S&P500 fecharam em alta de 0,55% e 0,72%, respectivamente. A interrupção da queda nos juros dos Treasuries, os títulos do governo americano, amenizou temores sobre a economia, já que a demanda por esses papéis serve como um termômetro da busca por segurança dos investidores. Além disso, caiu bem no mercado a notícia de retomada das negociações comerciais entre EUA e China. A agenda econômica, por sua vez, não trouxe boas novas: números de confiança do consumidor e de construção de moradias, ambos nos EUA, vieram abaixo do esperado.

 

Nesta quarta-feira serão conhecidos dados da balança comercial americana e de varejo do Reino Unido. Ainda na Europa, destaque também para o discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, em meio às incertezas sobre a economia que embutem eventual saída desordenada do Reino Unido da União Europeia, após o Parlamento britânico decidir que irá assumir o controle do processo, chamado de Brexit, no lugar da premiê Theresa May.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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