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Bolsas americanas se recuperam após amargar o pior tombo desde maio

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Bolsas americanas se recuperam após amargar o pior tombo desde maio

Os futuros de índices em NY e as bolsas europeias sobem nesta manhã, recuperando-se do pior tombo para as bolsas americanas desde maio

Bolsas americanas se recuperam após amargar o pior tombo desde maio
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Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 29 de setembro – Os futuros de índices em Nova York e as bolsas europeias sobem nesta manhã, recuperando-se do pior tombo para as bolsas americanas desde maio, na véspera. O mercado internacional está de olho nos preços do petróleo, na esteira da crise de abastecimento de energia, nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e no embate acerca do teto da dívida naquele país.

Às 12h45, o Banco Central Europeu realiza evento com a presença do presidente do banco central americano, Jerome Powell, e seu pares de Inglaterra e Japão, além da anfitriã Christine Lagarde. No Senado americano, os democratas tentam hoje aprovar uma solução para custear o governo, que poderia paralisar os pagamentos de débitos federais a partir de 18 de outubro.

O petróleo Brent e os Treasury yields operavam em queda, fazendo pausa nos ralis e contribuindo para o maior apetite por risco no dia, embora o dólar continue forte em relação a pares, com DXY em alta de 0,14%. As bolsas de emergentes como Rússia, África do Sul e Turquia subiam, enquanto o Xangai Composite perdeu 1,83% na China, com riscos da Evergrande e de desaceleração econômica no país.

Mercado local

No Brasil, a agenda política volta à cena, com possibilidade de o mercado penalizar as ações da Petrobras após o presidente da companhia se antecipar a Bolsonaro em relação ao aumento dos preços de combustíveis, o que é proibido pelas regulação das companhias abertas. Lideranças do Congresso devem discutir hoje alternativas para combater a escalada de preços nos combustíveis.

São esperados os dados de emprego do Caged de agosto, depois que os de inflação pelo IGP-M de setembro mostraram a primeira deflação em mais de um ano, de 0,64%.

O Ibovespa futuro deve abrir em alta, depois de fechar abaixo do índice à vista na véspera. O EWZ subia 0,37% no pré-mercado em Nova York, com altas nos ADRs, recibos de ações, da Vale e da Petrobras, de 1,09% e 0,20%, respectivamente.

O dólar futuro pode abrir em queda seguindo alívio inflacionário com o IGP-M abaixo do consenso e os ganhos de moedas emergentes, como o peso mexicano e o rublo russo.

Os contratos DI podem abrir em queda, com os prêmios de risco dos ativos locais aliviados pelo IGP-M e pelo recuo de 3,6 pontos-base nos Treasury yields de dez anos.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Lucia Boldrini e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover


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