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Bolsas caem com as incertezas sobre inflação e guerra na Ucrânia

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Bolsas caem com as incertezas sobre inflação e guerra na Ucrânia

Temores sobre a inflação global, o rali do petróleo e a falta de avanços nas conversas de paz entre Rússia e Ucrânia mexem com as bolsas

Bolsas caem com as incertezas sobre inflação e guerra na Ucrânia
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 23 de março – Os índices do pré-mercado americano e as bolsas da Europa recuam, refletindo a incerteza sobre a inflação global, o rali do petróleo e a falta de avanços nas conversas de paz entre Rússia e Ucrânia.

O futuro dos índices S&P500 e Dow Jones recuavam 0,33% e 0,26%, respectivamente, enquanto o Nasdaq futuro caía 0,42% perto das 8h. Na Europa, o Euro Stoxx 600 caía 0,20%. O preço do barril do petróleo tipo Brent, por outro lado, subia mais de 2%, aproximando-se dos US$118, enquanto o do WTI chegava aos US$111.

O mercado de petróleo monitora a possibilidade de mais sanções contra a Rússia. Amanhã, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reúne-se com líderes do chamado G7 e da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan.

Nessa esteira, os rendimentos dos títulos de dívida dos países ricos recuam, atraindo de volta parte do fluxo que tinha ido para as bolsas em dias recentes. Segundo dados da Bloomberg, o mercado global de renda fixa já perdeu mais de US$2,6 trilhões em valor de mercado, refletindo o temor de altas de juros mais severas por parte do Federal Reserve, banco central americano, para combater a inflação.

A agenda do dia é tomada por falas de autoridades de bancos centrais, como o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e do Banco Central da Inglaterra, Andrew Bailey, que falam juntos no Banco de Compensação Internacional, às 9h. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala no mesmo evento às 11h40.

Além de Powell, recentemente outros diretores do Fed, como James Bullard, Loretta Mester e Christopher Waller, passaram a defender uma aceleração do ritmo de altas de juros. O rendimento dos títulos americanos de dez anos, conhecido como Treasury yield, opera em leve baixa hoje, aos 2,37%.

Bolsa brasileira

O Ibovespa futuro deve abrir em alta, indo na contramão do exterior, seguindo a valorização das commodities e o fluxo estrangeiro. O índice EWZ subia 1,18% no pré-mercado de Nova York.

Câmbio e juros

O dólar futuro deve recuar com a entrada de capital estrangeiro. Moedas pares do real se valorizam ante o dólar nesta manhã. Os juros devem seguir o câmbio na abertura.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Gustavo Boldrini
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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