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Bolsas globais operam em baixa à véspera de encontro do Fed e com ômicron

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Bolsas globais operam em baixa à véspera de encontro do Fed e com ômicron

A expectativa por um discurso mais duro do banco central americano amanhã faz as bolsas globais, majoritariamente, operarem em baixa

Bolsas globais operam em baixa à véspera de encontro do Fed e com ômicron
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 6 meses

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São Paulo, 14 de dezembro – A ansiedade pela decisão do Federal Reserve, banco central americano, sobre juros amanhã volta a contaminar as bolsas globais, que operam majoritariamente em baixa, também monitorando os avanços da variante ômicron pelo mundo.

Os índices futuros de Nova York caem em média 0,3%, com exceção do Nasdaq, que recua 0,6%, enquanto o Euro Stoxx 600 ronda a estabilidade.

A expectativa por um discurso mais duro do Fed amanhã fez as bolsas americanas perderem mais de 1% ontem e estressou o dólar no cenário global. Na sexta e ontem, o Banco Central do Brasil vendeu mais de US$1,5 bilhão em leilões à vista, mas a moeda americana não arrefeceu.

Para hoje, o BC realizará um leilão de linha, mais uma tentativa de controlar o câmbio, em meio à saída de divisas por dividendos da Petrobras do Banco do Brasil, tradicionais em dezembro.

Os investidores aguardam o Índice de Preços ao Produtor nos Estados Unidos, às 10h30, com expectativa de desaceleração na base mensal, mas com a anual acelerando. Mais cedo, a produção industrial da Zona do Euro mostrou crescimento em outubro, em linha com o consenso.

A variante ômicron segue no radar, especialmente depois da confirmação da primeira morte de um paciente no Reino Unido, onde a variante deve se tornar dominante até quinta-feira, de acordo com o governo local. Irlanda e Noruega anunciaram ontem novas restrições para tentar conter a nova cepa. A China também já registrou dois casos.

Por aqui, os investidores digerem o resultado da última pesquisa de serviços do IBGE, que mostrou contração de 1,2% na passagem de setembro para outubro, contra alta de 0,16% prevista pelo consenso do mercado. E acompanha as falas do presidente do BC, Roberto Campos Neto, em evento do Tribunal de Contas da União para falar sobre a atuação da autarquia monetária.

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária mostrou que os diretores consideraram que a inflação está mais persistente que o antecipado e chegaram a considerar cenários de alta da Selic além de 150 pontos-base. Para fevereiro, a ata confirmou a tendência de uma nova elevação de 1,5 ponto percentual em fevereiro.

Bolsa brasileira

O Ibovespa futuro deve abrir em baixa, seguindo a cautela observada nas bolsas globais antes da reunião do Fed. Ontem, o índice à vista fechou na mínima do dia. O EWZ – que é um ETF brasileiro negociado em Nova York – recuava 0,28%, enquanto os ADRs – recibos de ações de companhias brasileiras nos EUA – da Petrobras e Vale caem 0,54% e 0,94%, respectivamente.

Câmbio

O dólar deve abrir em leve baixa ante o real, seguindo a atuação do BC no mercado de câmbio e a ata mais severa do Copom, que confirmou a elevação da Selic até a inflação convergir para a meta. Índice Dólar DXY tinha leve queda de 0,15% perto das 08h30.

Juros

A curva de juros deve abrir em alta, seguindo também a ata do Copom. Ontem, todos os contratos fecharam o dia na máxima, com destaque para os DIs vincendos em 2025 e 2027, que subiram 16 pontos-base, puxados pelo câmbio.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Gustavo Bonato e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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