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Opções apontam para investidor cuidadoso, porém confiante na bolsa com cenário para reforma

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Opções apontam para investidor cuidadoso, porém confiante na bolsa com cenário para reforma

Opções apontam para investidor cuidadoso, porém confiante na bolsa com cenário para reforma
tcuser

Atualizado há quase 3 anos

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O investidor acredita em uma alta rápida na bolsa, mas deve apostar primeiro em opções, em detrimento dos papéis à vista, para reduzir perdas de capital geradas por imprevistos e disputas na tramitação da Reforma da Previdência ou por surtos de volatilidade vindos do exterior, segundo gestores e traders ouvidos pela TC News.

 

O aumento da volatilidade implícita nas opções de compra de ações como a Marfrig ON, a Petrobras PN e do fundo de índices iShares Ibovespa, negociado com o símbolo BOVA11, indica que os investidores estão se posicionando para um movimento da bolsa “mais direcional, porém com risco reduzido, ao preferirem a exposição via derivativos e não à vista” disse um deles.

 

 

Isso pode ser interpretado como um sinal de cautela em meio a um cenário claramente positivo – quiçá refletindo as dinâmicas mais recentes do mercado local, no qual o investidor que comprou papéis à vista perdeu mais com as flutuações de preço do que aquele que usou opções. As opções custam menos do que as ações à vista porque dão o direito de exercer compra ou venda de papéis à vista caso o preço de exercício desse contrato seja atingido.

 

Por exemplo, um dia após a Marfrig e a BRF revelarem que estavam em conversas para juntar suas operações, a volatilidade implícita das opções da Marfrig disparou de 48% para 70% – sinal de que os investidores preferiram pagar uns centavos a mais comprando opções do que deter o papel à vista. O risco de perda permanente do capital por meio de uma opção de compra da ação com preço de exercício em R$7,40 era de R$0,15 naquele dia, enquanto uma desvalorização mais forte da ação poderia levar a perdas bem maiores.

 

No caso da Petrobras PN, o otimismo quanto ao julgamento de amanhã no Supremo Tribunal Federal sobre as privatizações da estatal levou a uma compressão da volatilidade na última semana, quiçá puxado por um sentimento de alta no mercado e maior apetite por risco. A aposta é que a Corte não condicione as vendas de ativos à autorização do Parlamento. Em termos práticos, a volatilidade implícita das opções das ações da companhia subiu em relação a duas semanas atrás – denotando maiores volumes de negociação.

 

Quando se trata da possibilidade de o índice Bovespa atingir novo recorde histórico no curto prazo, os investidores parecem preferir opções de compra, seguindo o mesmo racional quanto à Marfrig, ou seja, “enquanto houver incerteza, melhor diminuir o risco”, disse um trader. Nos últimos dias, as perspectivas positivas quanto à aprovação da Nova Previdência têm aumentado significativamente entre gestores, como é o caso de Henrique Bredda, do fundo Alaska, e de Marcos Mollica, do Opportunity. Mollica está elevando sua exposição ao índice Bovespa via futuros “de forma direcional”, disse em entrevista à TC News.

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