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Brasil ainda tem tendência de inflação crescente, diz presidente do BC

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Brasil ainda tem tendência de inflação crescente, diz presidente do BC

Em evento, Campos Neto ressaltou que a taxa de juros local já se encontra acima do nível neutro para controlar a inflação

Brasil ainda tem tendência de inflação crescente, diz presidente do BC
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Atualizado há 3 meses

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Brasília, 21 de fevereiro – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira ainda observar uma tendência de inflação crescente no Brasil, embora tenha ressaltado que a taxa de juros local já se encontra acima do nível neutro para controlar os preços.

Participando de entrevista ao canal Agro+, ele também afirmou que o Brasil encontra-se “em linha com os pares”, embora tenha reconhecido que os preços locais estão entre os mais altos do globo. Ele afirma que os preços da energia são o principal fator para inflação elevada.

Anteriormente neste mês, também em fala pública, Campos Neto já havia projetado que o pico de alta dos preços deve ser observado entre os meses de abril e maio deste ano no país.

Ele ressaltou ainda que o Banco Central foi um dos primeiros a iniciar a tendência de aperto monetário. Ao abordar os mercados emergentes, Campos Neto afirmou que grande parte dessas economias ainda terá de elevar os juros.

Sobre a situação fiscal, o presidente do Banco Central reconhece a importância da manter uma relação saudável entre dívida pública e Produto Interno Bruto como uma forma de controlar a inflação. E diz entender os questionamentos feitos por investidores sobre a capacidade do Brasil de crescer de forma sustentável.

“Crescimento estrutural alto é o que traz investimento. Os investidores globais procuram países que tenham crescimento estrutural alto com fiscal comportado”, mencionou. Segundo ele, é fundamental para o país reverter as projeções de queda para este crescimento estrutural.

Economia na China

Ao ser questionado sobre as projeções de desaceleração da atividade econômica chinesa, Campos Neto mencionou a situação recente envolvendo o crédito imobiliário como um fator importante no curto prazo. “Talvez tenha criado uma pequena cicatriz no investidor, que viu uma movimentação grande de preços, principalmente de quem investiu em dívidas imobiliárias na China”.

Ainda sobre a China, o presidente do BC citou a política de tolerância zero contra a covid-19. “O efeito prático tem sido uma ruptura em algumas cadeias e uma percepção de que isso pode gerar alguma fragilidade no futuro, nas exportações.”

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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