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Brasil sairá na frente no controle da inflação, prevê Guedes

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Brasil sairá na frente no controle da inflação, prevê Guedes

O ministro da Economia apontou que a taxa de juros alta deve ajudar o Brasil a controlar a inflação antes de países desenvolvidos

Brasil sairá na frente no controle da inflação, prevê Guedes
gabriel-pontes

Atualizado há 26 dias

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Brasília, 19 de abril – O ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou nesta terça-feira que o Brasil deve controlar a inflação primeiro que as economias desenvolvidas, na medida que já possui juros mais altos.

Em entrevista ao Centro de Estratégia e Estudos Internacionais, Guedes também voltou a afirmar que o Federal Reserve e o Banco Central Europeu encontram-se “atrás da curva”. Atualmente, a Selic, taxa básica de juros, encontra-se no patamar de 11,75% ao ano.

A taxa de juros é uma ferramenta usada pelo Banco Central, geralmente, para combater a inflação alta. Os juros mais altos encarecem os créditos, e, assim, amortecem o consumo. Em um cenário de manutenção da oferta e recuo da demanda, a tendência dos preços é a queda.

Já os Fed Funds, os juros básicos americanos, encontram-se no intervalo entre 0,25% e 0,50% ao ano, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos enfrentam a maior inflação em quatro décadas.

Na Europa, o BCE mantém opções em aberto, com a expectativa de encerrar seu programa de estímulo no terceiro trimestre. Atualmente, os juros mantêm-se inalterados em 0%.

Ao ser questionado sobre o processo de adesão do país à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Guedes disse que a OCDE entendeu que o Brasil é um “país-chave” para a segurança alimentar e energética da Europa.

Guerra na Ucrânia

Comentando a invasão da Ucrânia pela Rússia, Guedes defendeu que os russos não sejam excluídos de organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, algo que poderia estimular uma guerra econômica.

Embora tenha reconhecido que as sanções econômicas à Rússia são uma “resposta civilizada” ao conflito pelos países do Ocidente, o ministro explicou que a Constituição do Brasil só autoriza a imposição de medidas via Organização das Nações Unidas.

Ainda assim, disse que o Brasil condena “claramente” o conflito no Leste europeu. Segundo ele, uma guerra no século 21 é um “absurdo”.

Eleições 2022

Guedes destacou, em sua participação, que a distância inicialmente apontada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro nas pesquisas eleitorais tem sido encurtada.

“O Bolsonaro vai a todos os lugares do país e é bem recebido. Nenhum outro candidato vai às ruas. A vantagem nas pesquisas está caindo”, complementou Guedes, em referência a Lula.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Renato Carvalho e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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