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BTG vê apetite por commodities em contraste com incertezas políticas e econômicas

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BTG vê apetite por commodities em contraste com incertezas políticas e econômicas

Mesmo com cenário macro desafiador, a visão do BTG para os ativos brasileiros é positiva, com apostas na recuperação do mercado global

BTG vê apetite por commodities em contraste com incertezas políticas e econômicas
gabriel-brondi

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 2 de fevereiro – Os analistas do BTG Pactual afirmaram em relatório enviado nesta quarta-feira a clientes que o apetite por commodities cria um ambiente favorável para os ativos brasileiros, mas que a atividade econômica em compasso de desaceleração e o aumento de incertezas decorrentes da reabertura do Congresso Nacional pedem cautela ao investidor neste mês.

“O mercado será ditado pela discussão de aperto monetário do Fed e o retorno dos trabalhos no Congresso”, diz um trecho do relatório de estratégias de alocação publicado para clientes nesta terça-feira.

O BTG espera que o Federal Reserve eleve os juros americanos em cinco oportunidades neste ano e inicie o ajuste de balanço patrimonial já no segundo trimestre. Os analistas destacaram que o aperto monetário via juros impacta mais as moedas e a ponta curta da curva de juros, enquanto a redução de balanço patrimonial impactará mais os juros longos, e consequentemente, as bolsas.

Mesmo com cenário macro desafiador, o relatório reafirma a visão positiva do BTG para os ativos da bolsa brasileira, com apostas na recuperação do mercado global liderado por empresas de valor.

O BTG projeta o dólar em R$5,60 ao final do ano, bem acima do atual patamar de R$5,30, mas prevê que a movimentação do câmbio não é impeditiva para o bom desempenho dos ativos brasileiros.

Ainda segundo o relatório, a temporada de resultados do quarto trimestre de 2021 deve ganhar atenção ao longo deste mês.

“Em termos de fundamentos, estamos vendo as ações brasileiras, excluindo Petrobras e Vale, negociando a um múltiplo de Preço sobre Lucro projetado de 10,5x abaixo da média histórica, de 12,7x”, afirmaram os analistas no relatório.

Alocação

O BTG em geral tem visão neutra para a maioria de classes de ativos, inclusive ações, e antevê que os ciclos de altas de juros deverão trazer volatilidade aos mercados. A principal aposta direcional dos analistas está na sobrealocação em inflação.

O comitê de alocação do BTG, formado pelos analistas Renato Mimica, Álvaro Frasson, Arthur Mota e Leonardo Paiva, determinou três estratégias de alocação para os clientes em fevereiro: conservadora, balanceada e sofisticada.

A visão mais conservadora sugere alta exposição para ativos de renda fixa, com foco na alocação em pós-fixado para capturar o ciclo de alta da Selic. A segunda maior posição sugerida pelo banco para este perfil é em ativos atrelados à inflação.

Na carteira balanceada, a posição mais forte é renda variável, com cerca de 12% de exposição à bolsa brasileira, em especial nos setores de Bancos e Exportadoras, e de 6% às bolsas internacionais. A maior parte desta carteira está em renda-fixa protegida de inflação e pós-fixada, contemplando também fundos imobiliários e multimercados.

A alocação em renda variável é maior na carteira sofisticada, atingindo cerca de 28%, entre ativos brasileiros e internacionais, abordando teses que se beneficiam do ciclo econômico da China.

Texto: Gabriel Brondi
Edição: Felipe Corleta e Gabriela Guedes
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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