IBOV

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-1,20%

SP500

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-0,02%

DJIA

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+0,11%

NASDAQ

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-0,45%

IFIX

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BRENT

US$ 85,68

+1,37%

IO62

¥ 708,00

+5,27%

TRAD3

R$ 6,30

-8,56%

ABEV3

R$ 15,00

-0,72%

AMER3

R$ 33,72

-4,36%

ASAI3

R$ 16,11

-1,52%

AZUL4

R$ 29,19

-2,27%

B3SA3

R$ 12,62

-2,69%

BIDI11

R$ 40,14

-6,10%

BBSE3

R$ 21,67

+0,97%

BRML3

R$ 7,18

-5,65%

BBDC3

R$ 17,41

-3,75%

BBDC4

R$ 20,45

-3,80%

BRAP4

R$ 51,50

+1,61%

BBAS3

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BRKM5

R$ 54,87

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BRFS3

R$ 22,01

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BPAC11

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CRFB3

R$ 16,83

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CCRO3

R$ 11,53

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CMIG4

R$ 13,37

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HGTX3

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CIEL3

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CPLE6

R$ 6,18

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CSAN3

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CVCB3

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YDUQ3

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Atualizado há cerca de 2 anos

Ícone de compartilhamento

As bolsas americanas e brasileira operaram em alta hoje, impulsionadas pela busca por barganhas após dias seguidos de quedas intensas nos índices. O que aconteceu nesta sexta-feira, portanto, não resulta de uma reversão do humor global – que segue respondendo à aversão ao risco – mas de um fator técnico e de fluxo. Só o Dow Jones tinha recuado 800 pontos na quarta-feira, seu pior dia do ano, ou seja, tinha muito papel barato pra comprar.

 

Mas o clima de cautela está posto. Os conflitos geopolíticos estão longe de serem resolvidos no futuro próximo – e o investidor na B3 está cada vez mais ciente disso. Ou seja, ele sabe que o exterior vai continuar pautando a direção da bolsa, do câmbio e dos juros. Lembremos que, na semana que acaba, o impacto do resultado das prévias eleitorais argentinas foi significativo. Crise na Itália, inversão de curva nos EUA – que teve uma reversão hoje – e no Reino Unido, temor de recessão na Alemanha – que teve contração do PIB no segundo trimestre -, protestos em Hong Kong, indefinição sobre o rumo do Brexit e, sobretudo, a disputa EUA-China devem continuar assombrando os investidores ao longo das próximas semanas.

 

Os bancos centrais estão respondendo de forma contundente aos temores de recessão: em um mês e meio, 40 países reduziram suas taxas de juros. Ontem, foi a vez do México. O baixo rendimento dos títulos da dívida dos países mais ricos ajudam a demonstrar o clima de precaução. O Treasury de dez anos estava em 1,555% hoje, e os Bunds alemães em -0,684%.

 

A aversão ao risco também fica clara quando se olha para o fluxo na bolsa brasileira.Agosto, até aqui, já é o pior mês do ano em saída de estrangeiros da B3: foram retirados R$8,45 bilhões até esta sexta. Do levantamento que temos desde 2016, nenhum outro mês foi tão negativo nesse sentido, nem mesmo o da greve dos caminhoneiros, quando houve fuga de R$8,43 bilhões. No ano, saíram R$18,8 bilhões.

 

O Ibovespa fechou em alta de 0,76%, a 99.805 pontos, com R$12,75 bilhões de volume negociado. Na semana, houve queda de 4,03%. O dólar futuro oscilou bastante e avançava na reta final do pregão, cotado a R$4,008. Ontem, a moeda havia cedido 1,49%, maior recuo diário desde 1º de abril, com o anúncio de que o Banco Central vai vender dólares à vista na semana que vem. O movimento de alta de hoje pode ser também um ajuste em relação à queda acentuada de ontem. Os DIs recuaram em bloco, com aquele para janeiro próximo em mínima histórica de 5,420%, em queda de 4,5 pontos-base.

 

A Oi dominou o cenário corporativo hoje, com um recuo de 8,4% das ações ON, com a companhia sob ameaça de perder a concessão caso não reaja à queima rápida de caixa. Segundo notícias do jornal O Estado de S. Paulo, a Anatel pode intervir na empresa – embora o presidente da agência reguladora tenha negado a possibilidade. O jornal também divulgou, mais tarde, que um relatório enviado pela Oi à agência diz que, se a empresa não agir, os recursos podem acabar em fevereiro. Para membros experientes do TC, o papel tem uma série de poderosos catalisadores, mas o investidor desconfia que eles possam se materializar: há uma demora irritante do Senado em votar a Lei das Teles, que desoneraria a operadora. Se o tombo de hoje no papel vai forçar a Casa a acelerar a aprovação do PLC 79, não se sabe, mas é possível. O próprio presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa da companhia.

 

A B3 ON liderou os ganhos do Ibovespa em peso, com alta de 2,65%, após ser incluída no rebalanceamento da nova prévia do índice. Entre as companhias no vermelho, Petrobras PN e Vale ON foram as de maior peso, com quedas de 1,32% e 0,46%, respectivamente. Nos ganhos percentuais, a Hypera ficou à frente, com alta de 5,95%, após o UBS elevar a ação para compra, com preço-alvo de R$39, enquanto Via Varejo foi a maior queda, de 7,41%, ainda reverberando os resultados do segundo trimestre.

 

Dois eventos são importantes na próxima semana. No Brasil, o BC irá vender dólares à vista entre os dias 21 e 29, o que deve mexer com a taxa de câmbio. No Exterior, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursará no Simpósio Anual de Política Monetária de Jackson Hole – evento promovido pela autarquia – na quinta-feira. As palavras de Powell podem dar uma noção de como o Fed reagiu ao surto de volatilidade global dos últimos dias.

 

O investidor deve seguir atento, ainda, aos movimentos entre chineses e americanos e aos indicadores da saúde da economia global. Lá fora, o Japão informará na semana que vem a balança comercial de julho e a União Europeia comunicará dados de IPC. A Austrália vai divulgar a ata da reunião de política monetária do banco central do país. Por aqui, entre os indicadores, a Fipe informa dados de inflação pelo IPC semanal na manhã de segunda-feira, e a FGV divulga o IGP-M do segundo decêndio de agosto. O Ministério da Economia comunica dados da balança comercial semanal. Na segunda-feira, a CCJ do Senado começa os debates sobre a Reforma Tributária.

 

(Foto: Oi/ Divulgação )

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