0

Campos Neto reduz chances de alta na Selic em junho; juros futuros deslizam

mercados

Campos Neto reduz chances de alta na Selic em junho; juros futuros deslizam

Apenas um novo choque externo faria com que fosse necessário um novo aumento na taxa Selic em junho, disse hoje o presidente do BC

Campos Neto reduz chances de alta na Selic em junho; juros futuros deslizam
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há cerca de 2 meses

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 24 de março – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, minimizou nesta quinta-feira as chances de uma nova alta na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária de junho, pressionando os contratos de juros futuros para baixo.

Na coletiva de apresentação do Relatório Trimestral de Inflação, Campos Neto disse que a sinalização do comitê, conhecido como Copom, para uma alta da Selic de 100 pontos-base na próxima reunião, que deve acontecer em maio, é a “mais apropriada” para o cenário atual.

Segundo ele, apenas um novo choque externo faria com que fosse necessário um novo aumento na taxa básica em junho, classificando esse cenário como “menos provável” no momento. Logo após a fala, os contratos de juros futuros passaram a cair até 19 pontos-base, especialmente o DI para janeiro de 2024, que negociava a 12,43%. O dólar futuro, em contrapartida, estancou a queda de mais cedo e passou a operar estável, aos R$4,83.

O comentários de Campos Neto ilustram o cenário volátil para o BC em meio a uma escalada inflacionária global, os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia nos ativos financeiros e a proximidade da eleição presidencial no Brasil. Ele disse que o Banco Central teria “pouco a ganhar em credibilidade” se alterasse as metas de inflação para 2023 ou 2024, situadas em 3,25% e 3%, respectivamente.

Para ele, a autarquia possui os “instrumentos necessários” para ancorar a inflação na meta no horizonte relevante.

No Relatório Trimestral de Inflação, o BC reiterou que a inflação deste ano deve, novamente, superar o teto da meta de 5%, devido à alta recente do petróleo e à elevação de preços dos alimentos, dois setores diretamente afetados pela crise na Ucrânia.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

relatorios
image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.