0

Capitalismo de stakeholders e ESG são essenciais para as empresas, diz presidente da BlackRock

mercados

Capitalismo de stakeholders e ESG são essenciais para as empresas, diz presidente da BlackRock

O capitalismo de stakeholders foca nos relacionamentos com funcionários, clientes e fornecedores para usar o capital de forma eficiente

Capitalismo de stakeholders e ESG são essenciais para as empresas, diz presidente da BlackRock
beatriz-cantadori

Atualizado há 4 meses

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 18 de janeiro– O presidente da BlackRock, Larry Fink, disse que o capitalismo de stakeholders, grupo que engloba investidores, clientes, funcionários e a comunidade onde a empresa está localizada, é fundamental para a eficiência do mercado, além de alertar para a necessidade de modelos ESG  nas empresas.

As afirmações foram feitas em sua tradicional carta destinada a lideranças de empresas que pertencem ao portfólio de investimentos da maior gestora de recursos do mundo. A sigla ESG refere-se à agenda ligada a questões sustentáveis, sociais e de governança.

Fink explicou que o capitalismo de stakeholders não é uma agenda social ou ideológica. “É conduzido por relacionamentos mutuamente benéficos entre você e os funcionários, clientes, fornecedores e comunidades dos quais sua empresa depende para prosperar”, diz na carta.

Ele afirmou que esse sistema é fundamental para que o capital seja utilizado de maneira eficiente. “As empresas obtêm lucratividade duradoura e o valor é criado e mantido em longo prazo. Não se engane, a busca justa pelo lucro ainda é o que anima os mercados”.

Sustentabilidade

Fink alertou na carta que as empresas que descartarem modelos sustentáveis de negócios serão deixadas para trás. Ele citou o controle da emissão de carbono na atmosfera e a preocupação com as mudanças climáticas como fatores decisivos para os stakeholders, ou seja, investidores, funcionários e clientes.

“Os próximos 1.000 unicórnios não serão mecanismos de busca ou empresas de redes sociais, eles serão inovadores sustentáveis e escaláveis, startups que ajudam o mundo a se descarbonizar e tornar a transição de energia acessível para todos os consumidores”, reiterou.

Ele também pediu às empresas que definam metas de curto a longo prazo para reduzir emissões de gases do efeito estufa. Com as partes do mundo em níveis diferentes na transição energética, Fink afirmou que combustíveis fósseis, como gás natural, são como garantia de fornecimento durante esse período de mudança.

Inovação e pandemia

Segundo o presidente da gestora, a maior disponibilidade de capital atualmente amplia as possibilidades de financiamento, que antes eram feitas apenas pelos bancos. Assim, corporações iniciantes obtém mais acesso a recursos e estão investindo em inovação, competindo com companhias que são líderes de mercado.

“Temos de ser ágeis e garantir que os ativos dos nossos clientes sejam investidos, de acordo com os seus objetivos, nas empresas mais dinâmicas, quer sejam iniciantes ou já estabelecidas, com as melhores chances de sucesso ao longo do tempo”, afirmou Fink.

O executivo citou ainda o impacto da pandemia de covid-19 nas relações de trabalho. “As empresas esperavam que os trabalhadores estivessem no escritório cinco dias por semana. A saúde mental raramente era discutida nos locais de trabalho. E os salários para aqueles com rendimentos baixos e médios mal aumentavam. Esse mundo acabou”.

Fink afirma que a melhora nas relações com os colaboradores é lucrativa. “Nossa pesquisa mostra que as empresas que forjaram fortes vínculos com seus funcionários observaram níveis mais baixos de rotatividade e maiores retornos durante a pandemia”, disse.

Texto: Beatriz Lauerti e Gabriel Ponte
Edição: Letícia Matsuura e Renato Carvalho
Imagem: Divulgação

relatorios
image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.