IBOV

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-2,05%

SP500

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+0,48%

DJIA

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NASDAQ

15.356,36 pts

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IFIX

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BRENT

US$ 84,39

+0,07%

IO62

¥ 707,50

+0,14%

TRAD3

R$ 8,35

-1,76%

ABEV3

R$ 15,28

-2,17%

AMER3

R$ 38,50

-1,51%

ASAI3

R$ 16,70

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AZUL4

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B3SA3

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BBDC3

R$ 18,04

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-4,22%

Atualizado há cerca de 2 anos

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Os índices acionários em Nova Iorque aceleraram alta após a Bloomberg News noticiar, citando fontes, que as negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos devem ser retomadas presencialmente na segunda-feira que vem. É a primeira reunião ao vivo entre as equipes negociadoras desde maio, quando a relação entre as duas maiores economias do mundo derrapou na esteira da sanção americana à empresa chinesa Huawei e uma série de provocações mútuas. Uma solução à guerra comercial que se alastra por quase 16 meses é vista pela maioria dos investidores como necessária para ajudar a reverter o quadro de desaceleração econômica global. Tomara que, se chegarem a um acerto, não seja tarde demais.

 

Foi precisamente o prolongamento dessa disputa que acelerou a postura dos maiores bancos centrais do mundo de sinalizar, ou executar, a que deve ser a rodada de flexibilização monetária mais agressiva desde a crise financeira de 2008. O investidor espera que, na quinta, o Banco Central Europeu elucide como será seu programa de estímulo à moribunda economia da Zona do Euro. No mesmo dia, será a vez do BC da Turquia e, na sexta, do BC russo. Na quarta-feira da semana que vem, tanto o Federal Reserve quanto o BC brasileiro devem cortar os juros, segundo o consenso de mercado. A pergunta é: quão intenso será o corte e qual a sinalização para os meses seguintes?

 

Nesse contexto, o investidor local hoje dobrou a aposta em uma redução de pelo menos 50 pontos-base na taxa básica de juros Selic em 31 de julho. Antes da notícia da Bloomberg, essa aposta não permeava a bolsa, que caiu desde meados da manhã pelo declínio no preço das commodities e pela frustração com o recuo do governo em relação à liberação de saques das contas do FGTS. Desde a abertura, a curva de juros futuros recuou em bloco, repercutindo a prévia oficial da inflação de julho, que veio abaixo do consenso. Esse movimento foi acelerado com as projeções agressivas do Bank of America, que espera que o BC reduza a Selic dos atuais 6,50% ao ano para 4,75% em dezembro.

 

O Ibovespa fechou em queda de 0,24% a 103.704 pontos, a segunda queda em cinco pregões. O sentimento melhorou com a notícia da viagem de negociadores dos EUA a Pequim na semana que vem. Mas há dias nos quais o volume negociado na bolsa não supera os R$10 bilhões, o que para alguns gestores mostra uma fadiga após a forte e rápida alta de junho, assim como a sensação, olhando o fluxo e outros indicadores técnicos, de que o investidor não está vendo, por ora, novos motivos para o índice subir mais. Com os dados macroeconômicos fracos e a falta de catalisadores na política, a tendência, sem notícias muito positivas, é “a de uma acomodação no curto prazo “, diz Christian Lupinacci, editor de mercados da Empiricus e membro experiente do TC.

 

Em sintonia com a alta do dólar americano e dos rendimentos dos Treasuries mundo aforao câmbio mostrou tendência altista. O dólar futuro se valoriza ante o real na B3, apesar do maior fluxo de dinheiro vindo do estrangeiro para as ofertas de ações da BR Distribuidora, da Movida e da Hapvida, disseram traders. O salto de hoje foi a maior em quase duas semanas. No noticiário corporativo, a BR foi uma das maiores altas da sessão, com investidores animados com as especulações sobre a precificação da oferta subsequente hoje à noite. A companhia avançou 2%, a R$26,01. A Ultrapar também foi destaque de ganhos nesta terça-feira, após ser indicada pelo Bradesco BBI como preferida no setor de combustíveis na América Latina, e subiu 2,58%, a R$19,85.

Já entre as perdas, Cielo recuou 3,57% no pregão, com o mercado se posicionando para a divulgação de resultados hoje, após o fechamento. O consenso TC para o lucro líquido da credenciadora de cartões é de R$450 milhões no segundo trimestre, queda de quase 40% na base anual; a receita líquida deve recuar para R$2,85 bilhões e o EBITDA derreter 30% para R$798 milhões. A Cielo divulga o balanço nesta noite e fará teleconferência amanhã às 11h30. A Vale puxou o índice para baixo, com queda de 1,32%, cotada a R$51,76, ainda sob efeitos da divulgação de prévia de produção ontem.

 

Hoje, o destaque nos balanços por aqui foi o Santander Brasil, que pelo sexto trimestre em sete bateu o consenso para lucro recorrente, retorno sobre o patrimônio e margem financeira. Os números foram importantes, em um nível mais macro, como uma proxy do que pode acontecer com Bradesco e Itaú – que podem inclusive surpreender com redução importante no custo do risco. Já nos EUA, também haverá uma semana intensa de divulgações de resultados trimestrais, com Chubb, Visa e Snap depois do fechamento de hoje. Amanhã e ao longo da semana, o investidor deve ficar de olho nas Big Techs e em outras gigantes como AT&T, Boeing, Amazon e Google – cujas divulgações ocorrem na quinta – e Intel.

 

Para os próximos dias, as expectativas seguem ancoradas nos resultados corporativos. A quarta-feira está recheada de balanços, com Weg e Vivo antes da abertura dos mercados e Energias do Brasil, GPA e Carrefour Brasil depois do fechamento. Além disso, os investidores seguem atentos aos indicadores para analisarem até que ponto devem pesar a mão nas apostas de cortes de juros. Amanhã, a FGV divulga o índice de confiança do consumidor de julho. À tarde, o Banco Central informa o fluxo cambial estrangeiro semanal. No exterior, Alemanha, União Europeia e Estados Unidos divulgam prévias de PMI mensal.

 

(Foto: Comitê de Política Monetária – Elza Fiúza/ Agência Brasil)

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