IBOV

111.613,83 pts

-2,45%

SP500

4.513,57 pts

+0,60%

DJIA

35.419,68 pts

+0,46%

NASDAQ

15.378,64 pts

+0,51%

IFIX

2.745,44 pts

-0,07%

BRENT

US$ 84,90

+0,68%

IO62

¥ 709,50

+0,42%

TRAD3

R$ 8,19

-3,64%

ABEV3

R$ 15,28

-2,17%

AMER3

R$ 38,69

-0,97%

ASAI3

R$ 16,61

-2,06%

AZUL4

R$ 32,46

-5,53%

B3SA3

R$ 12,78

-1,08%

BIDI11

R$ 46,14

-4,47%

BBSE3

R$ 21,22

-2,12%

BRML3

R$ 8,30

-3,26%

BBDC3

R$ 18,00

-2,59%

BBDC4

R$ 21,15

-2,30%

BRAP4

R$ 53,44

-1,42%

BBAS3

R$ 31,22

-3,07%

BRKM5

R$ 57,95

-2,04%

BRFS3

R$ 24,42

-2,67%

BPAC11

R$ 24,46

-4,45%

CRFB3

R$ 18,14

-3,15%

CCRO3

R$ 12,30

-3,30%

CMIG4

R$ 14,80

-2,05%

HGTX3

R$ 37,51

+0,00%

CIEL3

R$ 2,45

-6,13%

COGN3

R$ 2,99

-3,85%

CPLE6

R$ 6,72

-0,59%

CSAN3

R$ 22,93

-1,41%

CPFE3

R$ 26,25

-1,35%

CVCB3

R$ 19,35

-3,10%

CYRE3

R$ 17,28

-5,10%

ECOR3

R$ 9,57

-4,58%

ELET3

R$ 39,81

-1,97%

ELET6

R$ 39,78

-1,89%

EMBR3

R$ 25,01

-2,53%

ENBR3

R$ 19,06

-1,29%

ENGI11

R$ 44,69

-2,95%

ENEV3

R$ 14,98

-2,09%

EGIE3

R$ 38,76

+0,31%

EQTL3

R$ 24,39

-1,53%

EZTC3

R$ 22,53

-4,37%

FLRY3

R$ 20,82

-3,47%

GGBR4

R$ 27,89

-1,02%

GOAU4

R$ 12,63

-1,48%

GOLL4

R$ 19,43

-4,28%

NTCO3

R$ 41,25

-4,31%

HAPV3

R$ 12,29

-2,46%

HYPE3

R$ 29,43

-3,44%

IGTA3

R$ 32,66

-3,60%

GNDI3

R$ 68,74

-3,67%

IRBR3

R$ 5,21

-0,19%

ITSA4

R$ 10,99

-3,00%

ITUB4

R$ 24,47

-1,84%

JBSS3

R$ 37,78

-1,89%

JHSF3

R$ 5,88

-3,76%

KLBN11

R$ 22,53

-2,04%

RENT3

R$ 54,47

-3,16%

LCAM3

R$ 24,23

-3,58%

LWSA3

R$ 22,08

-3,95%

LAME4

R$ 6,20

-3,27%

LREN3

R$ 34,36

-4,52%

MGLU3

R$ 13,94

-2,38%

MRFG3

R$ 26,00

-1,85%

BEEF3

R$ 10,08

-2,79%

MRVE3

R$ 11,86

-4,96%

MULT3

R$ 19,71

-3,66%

PCAR3

R$ 28,37

-2,03%

PETR3

R$ 29,06

-3,77%

PETR4

R$ 28,31

-3,87%

BRDT3

R$ 23,75

-3,96%

PRIO3

R$ 26,99

-0,62%

QUAL3

R$ 18,55

-3,83%

RADL3

R$ 22,25

-2,02%

RAIL3

R$ 17,57

-3,51%

SBSP3

R$ 38,49

-0,95%

SANB11

R$ 35,62

-2,41%

CSNA3

R$ 25,93

-1,96%

SULA11

R$ 25,73

-2,31%

SUZB3

R$ 49,06

-1,48%

TAEE11

R$ 37,83

-0,36%

VIVT3

R$ 45,74

-1,52%

TIMS3

R$ 12,27

-1,68%

TOTS3

R$ 34,44

-3,79%

UGPA3

R$ 14,98

-2,85%

USIM5

R$ 15,75

-2,05%

VALE3

R$ 78,97

-1,18%

VIIA3

R$ 7,82

-4,40%

WEGE3

R$ 39,56

-1,98%

YDUQ3

R$ 25,49

-5,62%

IBOV

111.613,83 pts

-2,45%

SP500

4.513,57 pts

+0,60%

DJIA

35.419,68 pts

+0,46%

NASDAQ

15.378,64 pts

+0,51%

IFIX

2.745,44 pts

-0,07%

BRENT

US$ 84,90

+0,68%

IO62

¥ 709,50

+0,42%

TRAD3

R$ 8,19

-3,64%

ABEV3

R$ 15,28

-2,17%

AMER3

R$ 38,69

-0,97%

ASAI3

R$ 16,61

-2,06%

AZUL4

R$ 32,46

-5,53%

B3SA3

R$ 12,78

-1,08%

BIDI11

R$ 46,14

-4,47%

BBSE3

R$ 21,22

-2,12%

BRML3

R$ 8,30

-3,26%

BBDC3

R$ 18,00

-2,59%

BBDC4

R$ 21,15

-2,30%

BRAP4

R$ 53,44

-1,42%

BBAS3

R$ 31,22

-3,07%

BRKM5

R$ 57,95

-2,04%

BRFS3

R$ 24,42

-2,67%

BPAC11

R$ 24,46

-4,45%

CRFB3

R$ 18,14

-3,15%

CCRO3

R$ 12,30

-3,30%

CMIG4

R$ 14,80

-2,05%

HGTX3

R$ 37,51

+0,00%

CIEL3

R$ 2,45

-6,13%

COGN3

R$ 2,99

-3,85%

CPLE6

R$ 6,72

-0,59%

CSAN3

R$ 22,93

-1,41%

CPFE3

R$ 26,25

-1,35%

CVCB3

R$ 19,35

-3,10%

CYRE3

R$ 17,28

-5,10%

ECOR3

R$ 9,57

-4,58%

ELET3

R$ 39,81

-1,97%

ELET6

R$ 39,78

-1,89%

EMBR3

R$ 25,01

-2,53%

ENBR3

R$ 19,06

-1,29%

ENGI11

R$ 44,69

-2,95%

ENEV3

R$ 14,98

-2,09%

EGIE3

R$ 38,76

+0,31%

EQTL3

R$ 24,39

-1,53%

EZTC3

R$ 22,53

-4,37%

FLRY3

R$ 20,82

-3,47%

GGBR4

R$ 27,89

-1,02%

GOAU4

R$ 12,63

-1,48%

GOLL4

R$ 19,43

-4,28%

NTCO3

R$ 41,25

-4,31%

HAPV3

R$ 12,29

-2,46%

HYPE3

R$ 29,43

-3,44%

IGTA3

R$ 32,66

-3,60%

GNDI3

R$ 68,74

-3,67%

IRBR3

R$ 5,21

-0,19%

ITSA4

R$ 10,99

-3,00%

ITUB4

R$ 24,47

-1,84%

JBSS3

R$ 37,78

-1,89%

JHSF3

R$ 5,88

-3,76%

KLBN11

R$ 22,53

-2,04%

RENT3

R$ 54,47

-3,16%

LCAM3

R$ 24,23

-3,58%

LWSA3

R$ 22,08

-3,95%

LAME4

R$ 6,20

-3,27%

LREN3

R$ 34,36

-4,52%

MGLU3

R$ 13,94

-2,38%

MRFG3

R$ 26,00

-1,85%

BEEF3

R$ 10,08

-2,79%

MRVE3

R$ 11,86

-4,96%

MULT3

R$ 19,71

-3,66%

PCAR3

R$ 28,37

-2,03%

PETR3

R$ 29,06

-3,77%

PETR4

R$ 28,31

-3,87%

BRDT3

R$ 23,75

-3,96%

PRIO3

R$ 26,99

-0,62%

QUAL3

R$ 18,55

-3,83%

RADL3

R$ 22,25

-2,02%

RAIL3

R$ 17,57

-3,51%

SBSP3

R$ 38,49

-0,95%

SANB11

R$ 35,62

-2,41%

CSNA3

R$ 25,93

-1,96%

SULA11

R$ 25,73

-2,31%

SUZB3

R$ 49,06

-1,48%

TAEE11

R$ 37,83

-0,36%

VIVT3

R$ 45,74

-1,52%

TIMS3

R$ 12,27

-1,68%

TOTS3

R$ 34,44

-3,79%

UGPA3

R$ 14,98

-2,85%

USIM5

R$ 15,75

-2,05%

VALE3

R$ 78,97

-1,18%

VIIA3

R$ 7,82

-4,40%

WEGE3

R$ 39,56

-1,98%

YDUQ3

R$ 25,49

-5,62%

Atualizado há cerca de 1 ano

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 9 de outubro de 2020 – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, apresentou em setembro alta de 0,64%, a maior para o mês desde 2003, quando subiu 0,78%. A inflação calculada pelo IBGE ficou acima da projeção do mercado, de 0,54%, e bem maior que o 0,24% de agosto. 

No acumulado em 12 meses, a alta de setembro foi de 3,14% ante 2,44% acumulados até agosto. A estimativa do mercado era de um acumulado de 3,03%. No ano, a inflação oficial acumulada até agora é de 1,34%. 

Apesar da aceleração, analistas destacam que a alta recente dos preços está concentrada em alguns produtos apenas, alimentos especialmente. A pressão deve continuar em outubro e dezembro, mas a expectativa é de que a alta da inflação não ameace a política de juros baixos do Banco Central. 

A inflação do IPCA em 12 meses está abaixo da meta de inflação do BC, de 4,0% neste ano, dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, e as projeções para o ano que vem também estão abaixo da meta de 3,5%. 

Alimentação e bebidas tiveram maior variação no IPCA

O destaque entre as variações no IPCA de setembro está no grupo de Alimentação e bebidas, cuja aceleração foi de 2,28% ante 0,78% do mês imediatamente anterior. O grupo também foi o maior impacto no indicador, de 0,46 ponto percentual. Além dele, outros seis grupos tiveram alta. Os destaques são: Artigos de residência, Transportes e Habitação, que subiram 1,00%, 0,70% e 0,37%, respectivamente.

Quanto às quedas, o destaque ficou para Saúde e cuidados pessoais, que caiu 0,64%, uma queda de 0,09 ponto percentual. As demais quedas ficaram entre o recuo dos grupos de Educação e Comunicação, que caíram 0,09% e 0,15%, respectivamente.

Pressão do dólar e das commodities

A forte alta nos preços de alimentos tem sido influenciada pelas altas sucessivas nos preços internacionais do milho e da soja, destaca a equipe econômica da Genial Investimentos, liderada por José Márcio Camargo. 

O preço do milho na BM&F para liquidação em janeiro de 2021 subiu 36% desde o final de julho. A soja em grão apresenta alta de cerca de 18% no mesmo período. “A alta do dólar e a forte demanda chinesa têm elevado os preços domésticos de maneira significativa nos últimos dois meses”, diz a Genial em relatório. “Esses dois itens acabam elevando o preço dos alimentos industrializados uma vez que servem de insumo para a indústria alimentícia”.

Em setembro, o destaque de alta foi no sub-grupo de Alimentos Semi-elaborados, como cereais, leguminosas e oleaginosas e carnes, que sobem 28,5% nos últimos 12 meses. Os destaques foram a alta mensal em setembro de 18% no preço do arroz e de 27,5% no óleo de soja, que juntos tiveram impacto de 0,16 ponto percentual no IPCA cheio.

Tudo sob controle, por enquanto

Na medida em que o aumento de preços de alimentação não resultar em repasses de preços para outros grupos, como serviços e núcleos, essa alta recente no índice cheio não deve ser motivo de preocupação para o Banco Central, avalia a Genial. 

A política monetária reage a aumentos generalizados, de forma que se a inflação de alimentos resultar em pequeno efeito secundário nos grupos mais correlacionados com atividade econômica, tais como serviços e núcleos, não deve haver reação do BC.

Por enquanto, devido ao alto grau de ociosidade na economia, diz a Genial, o forte aumento de preços de alimentos parece refletir apenas mudança de preços relativos. Portanto, a alta recente no IPCA cheio não implica em mudança na trajetória corrente de política monetária. “Esperamos que a pressão de alimentos se mantenha em outubro, portanto, reavaliamos nossa projeção de IPCA para 2,4% em 2020”, diz a corretora.

Pressão deve continuar

o Itaú acredita que as próximas leituras de curto prazo do IPCA devem seguir pressionadas e projeta variação de 0,63% em outubro, 0,25% em novembro e 0,72% em dezembro. Por conta desses aumentos, o banco revisou a projeção de inflação de 2,5% para 3,0% em 2020, incorporando a aceleração adicional no preço de alimentos até o fim do ano. 

Os indicadores de inflação ao produtor de itens agropecuários não sinalizam alívio relevante, dados os preços de commodities agrícolas em reais ainda pressionados, com destaque para grãos e proteína, diz o banco, que estima um aumento de 15,0% na alimentação no domicílio em 2020.

Também deve haver o impacto de alta das mensalidades escolares, que vinham em queda, em dezembro. Já para o ano que vem, o banco manteve a projeção de IPCA subindo 2,8%. Os riscos para as projeções, segundo o Itaú, é um aumento do déficit fiscal e perda de credibilidade nas políticas fiscais e monetárias, com impacto nas expectativas de inflação. 

Pobre sofre mais com alta dos alimentos e INPC sobe 0,87%

O impacto da alta dos alimentos em setembro foi maior para as famílias de menor renda, como mostra o INPC, que subiu 0,87%, mais que o dobro dos 0,36% de agosto. O INPC tem o mesmo cálculo do IPCA, mas leva em conta o custo de vida de famílias com renta até cinco salários mínimos. Já o IPCA considera famílias com renda até 40 mínimos. Em 12 meses, o INPC acumula alta de 3,89%, também bem acima da do IPCA e dos 2,94% do 12 meses encerrados em agosto. No ano, o INPC sobe 2,04%. 

Prévia do IGP-M e IPC-Fipe também saíram hoje

Além do IPCA, na manhã desta quinta-feira também tivemos acesso aos dados do IPC-Fipe, que calcula a inflação na cidade de São Paulo, e o IGP-M, que é muito usado na correção de valores de aluguéis e que traz forte peso dos preços no atacado. (Entenda como são calculados os índices de inflação)

No Índice de Preços ao Consumidor – Fipe, o dado semanal trouxe uma alta de 1,06%, ligeiramente desacelerado em relação ao último levantamento, onde havia subido 1,07%. O indicador reflete o custo de vida de famílias residentes em São Paulo com renda entre 1 a 10 salários mínimos.

Já a prévia do Índice Geral de Preços – Mercado, calculada do dia 21 ao dia 30 de setembro, subiu 1,97%, desacelerando em relação à alta de 4,41% do primeiro decêndio de setembro. Em 12 meses, o índice subiu 19,45%, puxado pelos preços no atacado.

Poupança cresce, mas perde para a inflação

A rentabilidade dos investimentos também sofre com os impactos da alta da inflação. Segundo nota divulgada pela Economatica, a poupança registra valorização nominal de 2,67% nos 12 meses fechados em setembro deste ano, mas se descontarmos a inflação medida pelo IPCA, a aplicação na verdade está perdendo 0,46% no mesmo período. 

Esse é o chamado ganho real, que calcula o rendimento obtido em um investimento, chamado de ganho nominal, e desconta a inflação do período. Com isso, se o ganho real ficar abaixo da inflação, significa que em vez de ganhar, o investidor está perdendo o poder de compra. Já os investidores que aplicam em títulos corrigidos pela inflação, caso dos papéis Tesouro IPCA vendidos no Tesouro Direto, vão ter uma correção maior de seus valores.

O que é e como funciona o IPCA

O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é considerado o índice oficial de inflação do Brasil porque é usado pelo Banco Central em suas metas. Ele mede a variação de preços para o consumidor final e é calculado pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sua base é a cesta de consumo de famílias que recebem entre 1 e 40 salários mínimos e moram nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, além do Distrito Federal e da cidade de Goiânia.

O IBGE faz o cálculo do IPCA todos os meses e o período de coleta de dados acontece entre o primeiro e o último dia de cada mês. A pesquisa é realizada em domicílios, estabelecimentos comerciais, concessionárias de serviços públicos e prestadores de serviços.

Usado pelo Banco Central como o principal termômetro da inflação no país, o IPCA tem impacto direto nas decisões de políticas monetárias e medidas econômicas do Brasil. A Selic, taxa básica de juros, é a principal ferramenta de controle da inflação.

Para calcular o IPCA, são consideradas várias categorias de bens e serviços importantes para o dia a dia da população. A união dessas categorias é chamada de ‘cesta de produtos’ e inclui: alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação. Cada um dos itens tem um peso distinto no cálculo de acordo com sua importância para as famílias.

Texto: Ana Carolina Amaral

Edição: Angelo Pavini

Arte: Nathália Reiter/TC Mover

image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.