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Conflito na Ucrânia: UBS mostra três cenários para mercados

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Conflito na Ucrânia: UBS mostra três cenários para mercados

O cenário-base dos analistas estima alívio do conflito na Ucrânia no verão europeu, com preço das commodities recuando no segundo semestre

Conflito na Ucrânia: UBS mostra três cenários para mercados
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 7 de março – Analistas do banco UBS detalharam nesta segunda-feira três cenários que enxergam para o desenrolar do conflito na Ucrânia, com projeções de reações dos mercados para cada um deles.

O cenário-base dos analistas da instituição financeira aponta para um cessar-fogo e um alívio retórico nas declarações do Ocidente e da Rússia no verão europeu, entre 21 de junho e 22 de setembro. Neste contexto, o preço de commodities permaneceria elevado no primeiro semestre, mas recuaria na segunda metade do ano.

“Alguns meses de preços elevados de commodities provavelmente penalizariam o crescimento econômico e os resultados corporativos” pontuaram os analistas no documento.

Mesmo assim, eles acreditam que o S&P500 terminaria o ano em 4.800 pontos, cerca de 12% acima dos preços atuais. O time do UBS vê, ainda, o petróleo Brent em US$125,00 por barril em junho, recuando para US$105,00 em dezembro.

Cenário pessimista para conflito na Ucrânia

O cenário pessimista é consistente com o conflito na Ucrânia prolongado causando amplos rompimentos na oferta de commodities. Neste caso, as sanções econômicas atingiriam as exportações russas, levando o petróleo Brent a subir acima de US$150,00 por barril e a um amplo racionamento de gás natural na Europa.

Os impactos no crescimento econômico e nos resultados das empresas europeias neste cenário seria profundo e se estenderia para o ano que vem. Nos Estados Unidos, as implicações desta situação levariam a crescimento negativo e queda nos lucros corporativos, com riscos de ‘estagflação’ – uma conjuntura de inflação alta acompanhada de recessão econômica. O S&P500 fecharia o ano em 3,700 pontos, 13,5% abaixo do patamar atual.

Para o banco suíço, o cenário otimista envolveria uma queda abrupta nas incertezas e no mercado de commodities. Essas circunstâncias envolveriam um cessar-fogo nas próximas semanas, com a Rússia e o Ocidente entendendo que os custos econômicos e humanitários da guerra serão devastadores.

Neste contexto, o S&P500 poderia fechar 2022 aos 5.100 pontos e a inflação arrefeceria ao longo do ano. A queda na incerteza reduziria os prêmios de risco dos mercados e o consumo lideraria a recuperação econômica, devido ao levantamento de restrições globais relacionadas à variante ômicron do coronavírus.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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