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Copel quer dobrar ativos de geração eólica e solar, diz presidente

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Copel quer dobrar ativos de geração eólica e solar, diz presidente

A Copel tem hoje 13% da capacidade em parques eólicos, ainda sem presença em solar, e a meta é alcançar 25% nessas duas formas de geração

Copel quer dobrar ativos de geração eólica e solar, diz presidente
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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 23 de março – A Copel pretende dobrar a participação de usinas eólicas e solares em sua matriz de geração nos próximos três a cinco anos, com atenção especial para a fonte fotovoltaica. É o que disse nesta quarta-feira o diretor-presidente da companhia, Daniel Slaviero, durante videoconferência de resultados da estatal.

A companhia paranaense tem hoje 13% da capacidade em parques eólicos, ainda sem presença em solar, e a meta é alcançar 25% nessas duas formas de geração no período.

A Copel está construindo no momento a usina eólica de Jandaíra, no Rio Grande do Norte, com 90 megawatts, que deverá estar em operação comercial “em meados de 2022”.

O objetivo em renováveis deve ser perseguido principalmente com aquisições de ativos operacionais. A Copel analisará possíveis negócios em eólica com tamanho mínimo de 150 megawatts, enquanto em solares o patamar mínimo será de 100 megawatts.

“Mas nós não temos nenhuma afobação ou pressa, porque consideramos que o momento não é muito favorável”, disse Slaviero, citando a alta das taxas de juros que torna menos atraentes captações de recursos no mercado.

Se a Copel não encontrar oportunidades de investimento, que são sua preferência, a companhia naturalmente acabará ampliando os dividendos, até devido às regras de sua política de remuneração ao acionistas.

A Copel quer concluir ainda em 2022 a venda de sua participação na distribuidora de gás estadual Compagás. Slaviero citou a Cosan como uma potencial interessada, e disse que o ativo também atrai apetite de outros grupos.

Balanço da Copel

A estatal paranaense fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$396 milhões, queda de 65% na comparação anual, afetada negativamente pelo menor nível de acionamento de sua térmica a gás Araucária e pelo déficit hídrico.

No fechado de 2021, a Copel lucrou R$5 bilhões, alta de 29% frente a 2020, favorecida pela “diversificação” de seus negócios. Apesar da seca que perdurou boa parte do ano, a companhia viu importante contribuição da térmica Araucária para os resultados.

As ações preferenciais classe B da Copel (CPLE6) fecharam a sessão desta quarta-feira em baixa de 3,44%, valendo R$7,57. No ano, os papéis acumulam alta de 19,23%.

Texto: Luciano Costa
Edição: Angelo Pavini e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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