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Copom cogitou acelerar alta da taxa Selic em junho, diz ata

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Copom cogitou acelerar alta da taxa Selic em junho, diz ata

Ata do Copom mostrou tom mais duro que comunicado e revelou que comitê avaliou possibilidade de acelerar alta da taxa Selic em junho. Veja!

Copom cogitou acelerar alta da taxa Selic em junho, diz ata
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Atualizado há 11 meses

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São Paulo, 22 de junho – O comitê de juros do Banco Central, conhecido como Copom, avaliou a possibilidade de acelerar a alta da taxa Selic já na reunião da semana passada, segundo a ata da última reunião divulgada nesta terça-feira, 22. Contudo, o comitê que seria mais adequado manter o ritmo de aperto de 0,75 ponto percentual. Com isso, o tom da ata veio ainda mais duro do que o comunicado, o que pode pesar nos contratos de juros futuros, ou DIs, e beneficiar o real.

 

Ata revela postura mais conservadora do Copom

Outros trechos da ata revelam maiores preocupações com a inflação e uma postura mais conservadora do comitê. De acordo com o texto, “os riscos baixistas para a inflação [..] reduziram-se significativamente”. Também disse que vê uma “retomada robusta da atividade” no segundo semestre e que as estimativas para o Produto Interno Bruto do mercado sofreram “revisões significativas” e estão mais otimistas do que seu cenário básico.

Além disso, o Copom disse que seu “compromisso inequívoco” é com a convergência da inflação para a meta de 2022. “A despeito da intensidade da segunda onda da pandemia, os últimos dados disponíveis continuam surpreendendo positivamente”, revela a ata.

 

Próximos passos da taxa Selic dependerão da inflação, diz ata

Para a próxima reunião, marcada para 3 e 4 de agosto, a ata repetiu o comunicado. O Copom afirmou a continuação do processo de normalização com nova alta de 0,75 ponto percentual da taxa Selic. Porém, a “deterioração das expectativas de inflação pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários”.

A ata também reafirmou que segue como apropriado o ajuste da taxa Selic até ao juro neutro, atualmente estimado entre 6,50% e 6,75%. Esse ajuste é necessário, diz, “para mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação”.

O Copom destacou que não há compromisso com nenhuma posição e que os próximos passos da taxa Selic vão depender de evolução da inflação, do PIB e do balanço de riscos. Entre outros indicadores que serão observados até a decisão de 4 de agosto estão os preços inerciais, conforme o setor de serviços se recupera, informou o documento.

Texto: Bárbara Leite
Edição: Lucia Boldrini e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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