IBOV

108.941,68 pts

-0,14%

SP500

4.389,62 pts

-1,79%

DJIA

34.213,89 pts

-1,36%

NASDAQ

14.422,54 pts

-2,20%

IFIX

2.810,25 pts

+0,20%

BRENT

US$ 87,62

+0,85%

IO62

¥ 752,50

+0,13%

TRAD3

R$ 4,55

+2,24%

ABEV3

R$ 14,69

+1,38%

AMER3

R$ 34,97

+2,31%

ASAI3

R$ 12,02

+0,58%

AZUL4

R$ 27,61

+1,61%

B3SA3

R$ 13,64

+2,94%

BIDI11

R$ 25,29

-0,66%

BBSE3

R$ 20,62

+0,34%

BRML3

R$ 9,20

+2,22%

BBDC3

R$ 17,45

-0,51%

BBDC4

R$ 20,86

-1,04%

BRAP4

R$ 27,65

-2,36%

BBAS3

R$ 31,14

-0,19%

BRKM5

R$ 48,20

-2,01%

BRFS3

R$ 22,69

-2,86%

BPAC11

R$ 21,29

-0,23%

CRFB3

R$ 14,87

+1,50%

CCRO3

R$ 12,10

+1,42%

CMIG4

R$ 12,99

-0,15%

HGTX3

R$ 37,51

+0,00%

CIEL3

R$ 2,07

-3,27%

COGN3

R$ 2,39

+1,70%

CPLE6

R$ 6,70

+0,60%

CSAN3

R$ 21,98

-1,87%

CPFE3

R$ 27,07

+0,78%

CVCB3

R$ 12,76

-0,07%

CYRE3

R$ 15,72

+3,21%

ECOR3

R$ 7,62

+0,26%

ELET3

R$ 33,99

+1,61%

ELET6

R$ 33,45

+2,38%

EMBR3

R$ 20,53

-2,33%

ENBR3

R$ 21,28

-0,56%

ENGI11

R$ 41,24

+0,04%

ENEV3

R$ 12,93

-0,07%

EGIE3

R$ 39,18

-0,55%

EQTL3

R$ 22,14

-0,53%

EZTC3

R$ 20,51

+3,16%

FLRY3

R$ 19,13

+3,46%

GGBR4

R$ 27,46

-4,08%

GOAU4

R$ 11,47

-3,61%

GOLL4

R$ 17,06

+0,29%

NTCO3

R$ 23,17

+4,27%

HAPV3

R$ 11,62

+3,75%

HYPE3

R$ 29,46

+1,51%

IGTA3

R$ 33,24

+0,00%

GNDI3

R$ 67,53

+3,43%

IRBR3

R$ 3,34

-5,11%

ITSA4

R$ 9,55

-0,62%

ITUB4

R$ 23,30

+0,04%

JBSS3

R$ 36,31

-0,02%

JHSF3

R$ 5,47

+5,80%

KLBN11

R$ 24,75

-3,35%

RENT3

R$ 54,90

+1,42%

LCAM3

R$ 24,46

+0,57%

LWSA3

R$ 9,00

+4,16%

LAME4

R$ 6,55

+2,02%

LREN3

R$ 26,44

+1,14%

MGLU3

R$ 6,90

+3,75%

MRFG3

R$ 22,44

+0,40%

BEEF3

R$ 9,86

+1,02%

MRVE3

R$ 12,04

+2,03%

MULT3

R$ 19,94

+1,78%

PCAR3

R$ 19,50

-2,15%

PETR3

R$ 34,59

+0,34%

PETR4

R$ 31,77

+0,15%

VBBR3

21,40

+0,51%

PRIO3

R$ 23,60

-2,47%

QUAL3

R$ 17,01

+0,41%

RADL3

R$ 21,00

+2,68%

RAIL3

R$ 16,98

-2,86%

SBSP3

R$ 35,98

-0,05%

SANB11

R$ 31,43

+0,83%

CSNA3

R$ 25,75

-2,27%

SULA11

R$ 24,01

-1,47%

SUZB3

R$ 59,59

-1,19%

TAEE11

R$ 37,98

+0,87%

VIVT3

R$ 48,36

-0,08%

TIMS3

R$ 12,92

+0,38%

TOTS3

R$ 26,63

+0,98%

UGPA3

R$ 13,85

+1,46%

USIM5

R$ 15,86

-4,28%

VALE3

R$ 84,91

-2,07%

VIIA3

R$ 4,35

+3,32%

WEGE3

R$ 30,61

-0,42%

YDUQ3

R$ 20,42

+2,10%

IBOV

108.941,68 pts

-0,14%

SP500

4.389,62 pts

-1,79%

DJIA

34.213,89 pts

-1,36%

NASDAQ

14.422,54 pts

-2,20%

IFIX

2.810,25 pts

+0,20%

BRENT

US$ 87,62

+0,85%

IO62

¥ 752,50

+0,13%

TRAD3

R$ 4,55

+2,24%

ABEV3

R$ 14,69

+1,38%

AMER3

R$ 34,97

+2,31%

ASAI3

R$ 12,02

+0,58%

AZUL4

R$ 27,61

+1,61%

B3SA3

R$ 13,64

+2,94%

BIDI11

R$ 25,29

-0,66%

BBSE3

R$ 20,62

+0,34%

BRML3

R$ 9,20

+2,22%

BBDC3

R$ 17,45

-0,51%

BBDC4

R$ 20,86

-1,04%

BRAP4

R$ 27,65

-2,36%

BBAS3

R$ 31,14

-0,19%

BRKM5

R$ 48,20

-2,01%

BRFS3

R$ 22,69

-2,86%

BPAC11

R$ 21,29

-0,23%

CRFB3

R$ 14,87

+1,50%

CCRO3

R$ 12,10

+1,42%

CMIG4

R$ 12,99

-0,15%

HGTX3

R$ 37,51

+0,00%

CIEL3

R$ 2,07

-3,27%

COGN3

R$ 2,39

+1,70%

CPLE6

R$ 6,70

+0,60%

CSAN3

R$ 21,98

-1,87%

CPFE3

R$ 27,07

+0,78%

CVCB3

R$ 12,76

-0,07%

CYRE3

R$ 15,72

+3,21%

ECOR3

R$ 7,62

+0,26%

ELET3

R$ 33,99

+1,61%

ELET6

R$ 33,45

+2,38%

EMBR3

R$ 20,53

-2,33%

ENBR3

R$ 21,28

-0,56%

ENGI11

R$ 41,24

+0,04%

ENEV3

R$ 12,93

-0,07%

EGIE3

R$ 39,18

-0,55%

EQTL3

R$ 22,14

-0,53%

EZTC3

R$ 20,51

+3,16%

FLRY3

R$ 19,13

+3,46%

GGBR4

R$ 27,46

-4,08%

GOAU4

R$ 11,47

-3,61%

GOLL4

R$ 17,06

+0,29%

NTCO3

R$ 23,17

+4,27%

HAPV3

R$ 11,62

+3,75%

HYPE3

R$ 29,46

+1,51%

IGTA3

R$ 33,24

+0,00%

GNDI3

R$ 67,53

+3,43%

IRBR3

R$ 3,34

-5,11%

ITSA4

R$ 9,55

-0,62%

ITUB4

R$ 23,30

+0,04%

JBSS3

R$ 36,31

-0,02%

JHSF3

R$ 5,47

+5,80%

KLBN11

R$ 24,75

-3,35%

RENT3

R$ 54,90

+1,42%

LCAM3

R$ 24,46

+0,57%

LWSA3

R$ 9,00

+4,16%

LAME4

R$ 6,55

+2,02%

LREN3

R$ 26,44

+1,14%

MGLU3

R$ 6,90

+3,75%

MRFG3

R$ 22,44

+0,40%

BEEF3

R$ 9,86

+1,02%

MRVE3

R$ 12,04

+2,03%

MULT3

R$ 19,94

+1,78%

PCAR3

R$ 19,50

-2,15%

PETR3

R$ 34,59

+0,34%

PETR4

R$ 31,77

+0,15%

VBBR3

21,40

+0,51%

PRIO3

R$ 23,60

-2,47%

QUAL3

R$ 17,01

+0,41%

RADL3

R$ 21,00

+2,68%

RAIL3

R$ 16,98

-2,86%

SBSP3

R$ 35,98

-0,05%

SANB11

R$ 31,43

+0,83%

CSNA3

R$ 25,75

-2,27%

SULA11

R$ 24,01

-1,47%

SUZB3

R$ 59,59

-1,19%

TAEE11

R$ 37,98

+0,87%

VIVT3

R$ 48,36

-0,08%

TIMS3

R$ 12,92

+0,38%

TOTS3

R$ 26,63

+0,98%

UGPA3

R$ 13,85

+1,46%

USIM5

R$ 15,86

-4,28%

VALE3

R$ 84,91

-2,07%

VIIA3

R$ 4,35

+3,32%

WEGE3

R$ 30,61

-0,42%

YDUQ3

R$ 20,42

+2,10%

tcuser

Atualizado há cerca de 2 meses

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 8 de dezembro – O Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom, deve subir a taxa básica de juros nesta quarta-feira em 1,5 ponto percentual, dos atuais 7,75% para 9,25% ao ano. Além disso, deve passar mensagem forte ao mercado, indicando uma nova alta de mesma magnitude na reunião de fevereiro, segundo avaliou a maioria dos economistas e gestores consultados pela Mover.

Com a alta da Selic de 1,5 ponto percentual anunciada previamente em outubro, a sequência prevista agora seria a mais forte em quase duas décadas. O Copom realizou aumentos de 1 ponto, 3 pontos e 0,5 ponto nas reuniões realizadas entre novembro de 2002 e janeiro de 2003, também somando 4,5 pontos.

A piora das expectativas para a inflação deve levar o Copom a manter um tom duro, até como forma de evitar uma perda de credibilidade, disse o banco JPMorgan.

Entre 14 bancos, consultorias e gestoras acompanhadas pela Mover, 13 apontaram para uma alta em fevereiro, na sequência da elevação desta quarta-feira, que já é consensual.

“Uma projeção de nova alta de 1,5 ponto na próxima reunião [em fevereiro] serviria para o BC controlar as expectativas, com impacto positivo nas taxas futuras de juros”, defende José Pena, economista da Porto Seguro Investimentos.

Hawkish ou dovish?

A grande expectativa será com o tom do comunicado da reunião desta quarta-feira e com a mensagem que o Copom vai transmitir ao mercado, se mais duro, ou “hawkish”, ou mais suave, ou “dovish”, o que será importante para traçar a trajetória dos juros nos próximos meses.

Alguns analistas, porém, avaliam que o Copom também poderia deixar de sinalizar um aumento para a primeira reunião de 2022 para garantir um espaço de manobra, diante das incertezas sobre o impacto da nova variante ômicron do coronavírus e com o ritmo da atividade local, que já dá indicações de desaquecimento e pode fazer parte do trabalho dos juros no combate à inflação.

O BC também deve rever no comunicado suas estimativas de inflação e os cenários de risco.

A alta de 1,5 ponto nesta quarta-feira, se confirmada, levará a Selic para o maior nível desde setembro de 2017, reforçando a preocupação do Banco Central com a forte alta da inflação. O IPCA, que atingiu 10,67% em 12 meses até outubro, maior nível desde janeiro de 2016, dá sinais de se espalhar para diversos setores e contamina as expectativas, como mostram as projeções do mercado.

O relatório Focus indica um IPCA de 10,18% ao final deste ano, muito acima do teto da meta do BC, de 5,25%. Para o ano que vem, as estimativas de inflação de 5,02% também já superam o teto da meta, de 5,0%. Mais relevante que isso, o mercado vem subindo a projeção de inflação para este ano há 35 semanas e, para o ano que vem, há 20 semanas.

O comunicado deve mostrar o crescimento dos sinais de disseminação da inflação, ou efeitos secundários, deterioração das expectativas para 2021 e 2022 e piora das expectativas gerais da inflação, incluindo núcleos e serviços, diz o Goldman Sachs.

Assim, o balanço de riscos para inflação deve continuar assimétrico para cima.

Para o banco americano, a projeção de IPCA para este ano deve subir de 9,5% para 10,0% e, para 2022, de 4,1% para 4,5%, acima do centro da meta de 3,5%, mantendo-se, porém, em torno de 3,0% para 2023.

Cenário macroeconômico

Além da inflação, o desgaste da política fiscal provocado pela Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios complica o cenário. Para o Goldman Sachs, uma política monetária restritiva no médio prazo seria decorrência também do dano causado em investimentos e crescimento, diante da volatilidade financeira com o elevado risco fiscal.

O risco fiscal cria volatilidade financeira (dólar, inflação, juros) e reduz investimentos, por isso o BC terá de manter os juros altos.

O enfraquecimento da âncora fiscal e os desdobramentos políticos também sugerem que a taxa neutra real de juros está subindo. Isso requer uma calibração mais dura da política monetária no curto prazo, diz o banco.

Já o Santander avalia que esses fatores devem levar o Copom a reafirmar que a política monetária deverá avançar “ainda mais no território contracionista”, reforçando um balanço de riscos ainda altista.

O cenário externo também deve contribuir para um Copom mais duro, diante da expectativa de que o Federal Reserve dos Estados Unidos antecipe o fim da redução das recompras de títulos, o “tapering”, na semana que vem.

Para o JPMorgan, o Copom deve definir o cenário externo como “mais desafiador”, particularmente diante do aperto monetário nos bancos centrais de países desenvolvidos, com a deterioração da inflação global além das expectativas.

Atividade econômica

A favor de um Copom mais suave está a atividade econômica local, que vem perdendo força e pode entrar em recessão no ano que vem.

“Acredito que, após um PIB e uma produção industrial fracos, o BC deve, em seu comunicado, mostrar algum sinal de que os aumentos da Selic começaram a fazer algum efeito”, diz Régis Chinchila, analista-chefe da Terra Investimentos.

As chuvas acima do esperado também podem reduzir a pressão sobre os preços da energia. No cenário externo, os preços das commodities também dão um sinal de perda de fôlego, o que poderia aumentar com os desdobramentos da ômicron.

Todas essas mudanças devem tornar ainda mais relevante a decisão do Copom hoje, depois das 18h30, que terá como única certeza que a direção dos juros é para cima.

Texto: Angelo Pavini e Eduardo Puccioni
Edição: Gustavo Bonato e Renato Carvalho
Imagem: Vinicius Martins / Mover

image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.