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Copom mostra incerteza maior com cenário global, avalia Reach Capital

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Copom mostra incerteza maior com cenário global, avalia Reach Capital

O Copom decidiu por um aumento de 1,0 ponto percentual da taxa Selic, para 11,75% ao ano, depois de três altas seguidas de 1,5 ponto

Copom mostra incerteza maior com cenário global, avalia Reach Capital
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 16 de março –O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, chamado Copom, entregou nesta quarta-feira uma decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, em linha com as expectativas do mercado, mas mostrou uma incerteza maior do que a usual em relação à inflação com o atual cenário global, optando por preservar sua liberdade de mudar de opinião, avaliou Igor Barenboim, sócio diretor da Reach Capital.

O Copom decidiu por um aumento de 1,0 ponto percentual da taxa Selic, para 11,75% ao ano, depois de três altas seguidas de 1,5 ponto, em linha com o que havia sinalizado em fevereiro. Em entrevista à TC Rádio, Barenboim ressaltou que o único compromisso que o BC assumiu no comunicado foi com uma alta de mesma magnitude na próxima reunião de maio, pois “a dispersão de possibilidades é muito grande”,

“O Banco Central tentou mostrar que ele também não sabe o futuro. Nós tivemos muitos choques sucessivos, com a Covid-19 e agora a guerra”, avaliou. O conflito na Ucrânia aumentou as incertezas, ao provocar um choque nos preços das commodities que eleva os riscos para a inflação global e local no curto prazo, avaliou o economista.

Para Barenboim, o comunicado do Copom, mais longo que o usual e que projeta vários cenários, mostra um comprometimento da autoridade com a transparência. “O Banco Central fala de forma muito clara que o objetivo da política monetária é evitar que o aumento das commodities gerem um choque secundário e impactem os serviços”, explicou.

O sócio diretor da Reach Capital disse ainda que não espera ver um impacto tão grande da decisão nos mercados amanhã. “Agora é torcer para o nível de incerteza diminuir no mundo para conseguirmos ter um pouco mais de visibilidade”, concluiu.

Texto: Clara Guimarães
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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