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Diretor do BC diz que inflação preocupa e juros devem seguir altos

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Diretor do BC diz que inflação preocupa e juros devem seguir altos

Esse cenário de juros mais altos se deve à inflação, uma vez que “a batalha contra o aumento de preços está longe do fim”, disse Bruno Serra

Diretor do BC diz que inflação preocupa e juros devem seguir altos
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 8 de fevereiro – O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, reforçou a mensagem mais dura da ata do Comitê de Política Monetária, o Copom, divulgada ontem e deu pistas de que a autarquia monetária seguirá com os juros elevados acima do patamar neutro por mais tempo, tendo em vista as pressões inflacionárias mais persistentes que o previsto.

Em entrevista ao banco Modalmais, Serra confirmou que o BC não vai precisar elevar a taxa básica de juros, a Selic, em mais 150 pontos-base na próxima reunião para passar uma mensagem dura, mas que haverá mais elevações até maio, reafirmando a taxa de juros em 12,25%, como a ata do Copom deixou implícito.

Esse cenário de juros mais altos se deve a inflação, uma vez que “a batalha contra o aumento de preços está longe do fim”, disse Serra. Porém, para o diretor, a reunião de março será a última que poderá ter algum efeito no cenário deste ano, a partir de maio, o foco da autarquia será 2023. Serra disse que os choques de preços em serviços e a elevação do preço do petróleo são preocupações na mesa do BC.

No cenário internacional, o diretor disse que viu com “bons olhos” a mudança de postura do Federal Reserve, banco central americano, passando da moderação para ser mais severo. Para Serra, a alta de juros pelo Fed pode ajudar a desinflacionar os preços no âmbito global. Nesse ambiente, ele diz que o Brasil está bem posicionado, já que foi na frente dos países pares ao elevar os juros ainda no primeiro semestre do ano passado.

As falas mais severas sobre a inflação, que diminuem as expectativas por uma redução da taxa Selic ainda neste ano, contribuíram para a virada da curva de juros, que caía em toda a extensão após os dados de inflação abaixo do consenso.

Perto das 12h25, os contratos de juros mais curtos, vincendos em 2023, 2024 e 2025 subiam até 12,5 pontos-base, enquanto os mais longos caíam até 8 pontos-base. O dólar futuro embicou o viés de alta, subindo 0,09%, a R$5,289, sendo que o Ibovespa subia 0,49%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Allan Ravagnani e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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