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Dívida pública sobe 2,34% em novembro e soma R$5,5 trilhões

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Dívida pública sobe 2,34% em novembro e soma R$5,5 trilhões

Em novembro, a dívida pública mobiliária interna chegou a R$126,83 trilhões, enquanto a dívida externa teve queda de R$1,10 bilhão

Dívida pública sobe 2,34% em novembro e soma R$5,5 trilhões
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 22 de dezembro – A dívida pública federal subiu em novembro, de acordo com dados reportados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional, após dois meses de quedas consecutivas, voltando para o patamar de R$5,5 trilhões.

De acordo com relatório, a dívida pública federal do Brasil avançou 2,34% em novembro sobre outubro, alcançando R$5,5 trilhões. No mês, a dívida pública mobiliária interna chegou a R$126,83 trilhões, enquanto a dívida externa teve queda de R$1,10 bilhão.

O Tesouro também informou que sua reserva de liquidez fechou o mês de novembro em R$1,097 trilhão, ante R$1,011 trilhão em outubro. O valor é um pouco inferior aos vencimentos estimados nos próximos 12 meses em R$1,15 trilhão.

O custo médio de emissões do Tesouro superou o maior valor desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, atingido em janeiro de 2019, acompanhando a elevação dos juros pelo Banco Central, bem como os prêmios adicionados na curva de juros decorrentes das incertezas fiscais.

Emissões de títulos de dívida pública

De acordo com o Tesouro, o custo médio das emissões da dívida interna no acumulado em 12 meses alcançou 8,00% ao ano em outubro, ante 7,50% ao ano em setembro. Anteriormente, o maior patamar havia sido em janeiro de 2019, também de 7,50% ao ano.

Em relação à composição da dívida pública, os títulos que variam com a taxa Selic, representados pelas LFTs, avançaram a 36,70% da dívida em novembro, ante 36,15% em outubro. Isso serve como uma indicação de que o mercado está mais cauteloso com relação ao patamar para o qual o Banco Central elevará a taxa de juros. A maior representatividade de LFTs também acaba por encarecer a dívida para o governo.

Já os títulos prefixados, que dão mais previsibilidade à gestão da dívida, recuaram a 28,90% em novembro, ante 29,04% em setembro. Os papéis indexados à inflação recuaram a 29,30% da dívida, ante 29,60% no mês passado, índice bem acima dos 25,30% de setembro, mostrando uma maior procura por títulos que protegem o capital da elevação de preços.

Em relação aos detentores, a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna apresentou estabilidade, se mantendo em 10,50% em novembro.

No sumário executivo, o Tesouro Nacional destacou o ambiente externo mais desfavorável, com o surgimento da variante ômicron e a possibilidade de o Federal Reserve, o banco central americano, elevar juros no ano que vem, devido à inflação em alta por lá. No entanto, o Tesouro diz que a percepção fiscal dos investidores melhorou depois da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Angelo Pavini
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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