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NASDAQ

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IFIX

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BRENT

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IO62

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TRAD3

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ABEV3

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AMER3

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Atualizado há cerca de 1 ano

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Desde o final de março, o dólar vem perdendo valor em escala global. Olhando para o futuro, a manutenção dos juros baixos nos EUA por mais tempo favorece a manutenção do cenário de dólar fraco. E esse processo pode beneficiar as economias menos afetadas pela crise do coronavírus e com fundamentos externos e fiscais mais sólidos, avalia o Departamento Econômico do Bradesco em relatório sobre o impacto do dólar fraco na América Latina. O real aparece como a moeda que mais se desvalorizou no período e apresenta uma forte oscilação que vem preocupando o próprio Banco Central, mas pode se recuperar caso mantenha o equilíbrio fiscal e o crescimento.

Apesar da recuperação de preço das principais commodities desde o fim de março, as moedas dos países latino-americanos parecem não estar seguindo os sinais de melhora do cenário externo, observa o Bradesco. Isso fica ainda mais nítido ao analisar o que alguns modelos tradicionais de curto prazo sugerem para essas moedas, considerando os parâmetros de estimativa com os dados até o final de 2019. O real é a moeda que está mais distante do modelo sugerido, seguido pela moeda do Peru e da Colômbia.

Citando dados da Bloomberg, o Bradesco observa que a diferença entre a taxa de câmbio atual e a taxa de câmbio sugerida pelos modelos econômicos no Brasil é de -27,7%. Ou seja, a moeda brasileira está quase 30% mais desvalorizada do que o nível dos fundamentos econômicos indicaria. Em seguida aparecem Peru, com -9,8% e a Colômbia, com -4,2%.

O relatório observa que a volatilidade recente do dólar no Brasil pode estar muito mais atrelada ao cenário global, que ainda sofre com uma elevada aversão ao risco, além das incertezas com a política fiscal doméstica. Isso porque os fundamentos externos da economia brasileira continuam bastante sólidos, apresentando um baixo déficit em conta corrente, elevado patamar de reservas internacionais e baixo percentual da dívida em moeda externa.

Por isso, o Bradesco acredita que a retomada do crescimento e a manutenção da política fiscal devem ajudar a respaldar a apreciação do real nos próximos meses. Com a redução das incertezas fiscais e a retomada do crescimento, o Brasil pode voltar a ser atrativo para os fluxos de portfólio, mesmo em um ambiente de juros domésticos ainda baixos.

Dólar perde valor

O movimento de desvalorização do dólar foi marcado pela ampliação do programa de estímulos quantitativos do Federal Reserve, o banco central dos EUA, além da aprovação do pacote fiscal no final de março. A tendência de enfraquecimento do dólar cresceu com a mudança do “esqueleto” de política monetária do Fed, que passará a adotar um regime flexível de metas de inflação média, o que sugere uma postura mais reativa que preventiva no controle dos sinais de aquecimento da economia, diz o Bradesco.

Estímulos fiscais mexem com expectativas de crescimento mundial

Além de causar impactos na cotação do dólar, as medidas de estímulos fiscais e monetários também surtiram efeito sobre a atividade econômica e expectativas de crescimento mundial, diz o relatório. Tanto que a atividade global, mesmo após passar por uma forte retração acumulada até o mês de abril, registrou uma intensa recuperação e já se aproxima dos níveis registrados antes da pandemia. Diante desse cenário, os preços das principais commodities também acumulam uma forte alta no período, o que reflete essa recuperação da economia global, além do efeito da desvalorização do dólar, diz o banco.

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