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Economia fecha 2021 no positivo com avanço dos serviços, diz Monitor do PIB

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Economia fecha 2021 no positivo com avanço dos serviços, diz Monitor do PIB

A atividade econômica avançou 0,8% em dezembro, contribuindo com o crescimento de 4,7% em 2021, conforme o Monitor do PIB da FGV

Economia fecha 2021 no positivo com avanço dos serviços, diz Monitor do PIB
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 15 de fevereiro – Com impulso do setor de serviços, em meio à vacinação mais célere, a economia brasileira voltou a avançar em dezembro, o que contribuiu para a atividade fechar 2021 com crescimento de 4,7%, informou nesta terça-feira a Fundação Getúlio Vargas no relatório Monitor do Produto Interno Bruto, PIB.

Na análise mensal, a atividade econômica apresentou crescimento de 0,8% em dezembro, frente ao mês anterior. Já na análise trimestral, a economia avançou 0,7% no quarto trimestre, na série com ajuste sazonal, na comparação com o trimestre anterior.

Para o coordenador do Monitor do PIB, Claudio Considera, o bom desempenho da economia brasileira em 2021 compensou a queda em 2020, quando a atividade encolheu 4% em relação ao ano de 2019.

“A economia brasileira em 2021 compensou a queda de 2020 crescendo 4,7%, graças, principalmente, ao crescimento do setor de serviços em virtude da vacinação. Todos os componentes, tanto da oferta como da demanda, apresentaram crescimento”, destacou.

Segundo o Monitor do PIB, o consumo das famílias cresceu 3,4% em 2021, na comparação a 2020. A taxa positiva observada se deu, sobretudo, ao crescimento de serviços que voltou a apresentar taxas positivas a partir de agosto.

Outro destaque foi a indústria, que apresentou crescimento positivo de 4,4% em 2021, enquanto no ano anterior havia apresentado retração de 3,4%. Os principais responsáveis por esse crescimento foram os componentes da construção e transformação que cresceram, respectivamente, 9,0% e 4,6% em 2021.

Comércio exterior

Segundo o Monitor do PIB, as importações avançaram 6,7% em novembro, frente a 2020, com citando o componente de bens intermediários como o principal responsável pelo crescimento dessa atividade, com elevado crescimento de 19,9% em 2021. O componente de serviços, por outro lado, contribuiu negativamente para esse setor, apresentando retração de 1,7% em 2021.

As exportações também apresentaram crescimento frente ao ano de 2020, com avanço 5,4%, puxado pelos bens de consumo semiduráveis, que avançaram 32,7% e os bens de consumo duráveis, com crescimento de 31,3%. Soma-se ao bom desempenho os bens de capital, que cresceram 23,0%, e os serviços, com avanço de 16,4%.

Os únicos componentes da exportação que apontaram retração foram os produtos agropecuários e os bens de consumo não duráveis, ambos com queda de 1,3%.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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